Ex-deputado Pedro Canedo fala sobre a participação dele na Constituinte de 1988
Entrevistado pela TV Assembleia, o ex-deputado constituinte Pedro Canedo, hoje filiado ao DEM, falou sobre a participação dele na elaboração da Carta Magna de 1988, que está completando 30 anos no próximo mês de outubro.
Durante a entrevista, concedida à jornalista Luciana Martins e ao professor Guilherme Carvalho, da UFG, Pedro Canedo justificou seu voto contra a pena de morte, aborto e a jornada semanal de 40 horas para os trabalhadores. À época, ele também se posicionou contrário à legalização do Jogo do Bicho, desapropriação da propriedade produtiva, unicidade sindical, nacionalização do subsolo, estatização do sistema financeiro, anistia para micro e pequenos empresários e o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney.
Nascido e domiciliado em Anápolis, a segunda maior cidade de Goiás, Pedro Canedo foi eleito com 56.569 votos pelo extinto PFL e teve participação destacada como vice-presidente da Subcomissão de Educação, Cultura e Esportes. Na condição de médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele atuou também na Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, além das Comissões da Família, de Ciência e Tecnologia e da Comunicação.
Trajetória
Após a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, Pedro Canedo foi eleito membro titular da Comissão de Saúde e Seguridade Social e atuou como suplente da Comissão de Educação, Cultura e Desportos.
Em Goiás, ele foi deputado estadual da 10ª legislatura, entre 1983 e 1987, mas foi derrotado na disputa pela prefeitura de Anápolis, em 1985. Após a Constituinte, ele teve mais dois mandatos na Câmara dos Deputados: 1995-1999, pelo PP, e 1999-2002, pelo PSDB.
Pedro Canedo também registrou passagem por outros partidos: PDS (1981-1985), PRN (1990-1994) e PL (1995-1999). Hoje, ele é diretor da Clínica de Olhos Santa Luzia, em Anápolis.