Febre Aftosa
O coordenador da Frente Parlamentar do Agronegócio da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, deputado Lissauer Vieira (PSB), em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, informou que o compromisso dos pecuaristas com a sanidade do rebanho é fundamental para manter o status sanitário de Goiás como livre de aftosa. Ele lembra que o Governo do Estado também faz sua parte para que não haja descuido com o manejo sanitário dos animais e isso, em conjunto com o compromisso do produtor, tem garantido o profissionalismo do setor.
“Os pecuaristas goianos de longa data já possuem a consciência que a vacinação garante a sanidade do animal e o acesso de nossos produtos de origem animal no mercado mundial. Por isso o Estado de Goiás é hoje um exemplo a ser seguido. Já o Governo, mesmo com esse controle sobre a doença, não descuida e continua fazendo a sua parte promovendo campanhas para que todos os animais sejam imunizados, fiscalizando e multando aqueles que descumprem a obrigatoriedade. Todo esse cenário garante que Goiás permanecerá como área livre de febre aftosa”, avalia o parlamentar.
O rebanho bovino goiano chegou a 22,8 milhões de cabeças, no maior número registrado desde 1974, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM). Os números, compilados pelo Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), são de 2016, quando Goiás manteve a terceira colocação no ranking brasileiro.
O prazo para os produtores rurais vacinarem seus bovinos e bubalinos contra febre aftosa, em todas as faixas de idade, que terminaria na última quinta-feira, dia 31 de maio foi prorrogada para 15 de junho em razão da greve dos caminhoneiros. A declaração de vacinação deve ser entregue após essa data, no escritório da Agrodefesa ou Agência do Vapt Vupt do município onde se localiza a propriedade, ou via internet, pelo site www.agrodefesa.go.gov.br.
Goiás não tem foco com notificação de febre aftosa há mais de 20 anos e é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) como zona livre da doença com vacinação desde 2000. Mesmo assim, a vacinação é obrigatória em 121 municípios do Estado.
O pecuarista que não imunizar seus animais, além da multa compulsória e bloqueio da propriedade, terá que fazer a vacinação assistida por fiscais da Agrodefesa. A autuação será de 7 reais por animal, ou 14 reais em caso de reincidência. A aquisição das vacinas pelo produtor, obrigatoriamente, deve estar acobertada por Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), emitida no ato de retirada do medicamento.
A Frente Parlamentar do Agronegócio é a maior, em número de membros, da Casa. Além do coordenador, deputado Lissauer Vieira, conta com a atuação dos parlamentares Álvaro Guimarães (DEM), Bruno Peixoto (MDB), Diego Sorgatto (PSDB), Dr. Antônio (DEM), Eliane Pinheiro (PSDB), Francisco Junior (PSD), Gustavo Sebba (PSDB), Helio de Sousa (PSDB), Iso Moreira (DEM), Jean Carlo (PSDB), José Vitti (PSDB), Lincoln Tejota (Pros), Lucas Calil (PSD), Manoel de Oliveira (PSDB), Marquinho Palmerston (PSDB), Nédio Leite (PSDB), Virmondes Cruvinel (PPS) e Adriana Accorsi (PT).