Universidade do Parlamento deve começar em fevereiro
Quais os cursos que a Universidade do Parlamento pretende ministrar?
Signates - As temáticas serão definidas pela demanda interna do parlamento - da Assembléia ou das Câmaras Municipais conveniadas – e pela oferta das próprias Instituições de Ensino Superior, a partir das disponibilidades de conhecimento que têm. Até agora, estamos preparando um Curso de Especialização em Comunicação e Política, com a UFG. Da UEG, há a possibilidade de estabelecermos cursos orientados para a gestão política. Mas, isso é só o começo, muita coisa está por vir.
Quando pretende iniciar?
Signates - O nosso plano é fechar os convênios até o final de novembro, para que os primeiros cursos comecem no início de 2008. Há todas as condições para isso, inclusive vontade política dos parceiros.
Qual o tempo de duração destes cursos?
Signates - Os cursos são demarcados conforme os tipos e os resultados de titulação. Cursos abaixo de 180 horas aulas são chamados de extensão, e os acima de 180 são os de aperfeiçoamento. Acima de 360 horas aulas, são os cursos de especialização (também chamados de MBA, quando voltados para administração). O perfil e a duração dos cursos dependerão das negociações que forem feitas, a partir do estabelecimento dos convênios com as universidades.
Quais os pré-requisitos para os interessados?
Signates - O público de interesse são os servidores da Assembléia e das Câmaras Municipais conveniadas. Evidentemente, entre eles se inserem os deputados e vereadores que quiserem buscar formação técnico-científica para melhor exercerem os seus mandatos. Nada impede, contudo, que outros públicos, relacionados aos interesses da política parlamentar sejam incluídos, conforme critérios a serem estabelecidos pela Diretoria da Assembléia Legislativa.
Além de cursos, haverá outro tipo de iniciativa?
Signates - Sim. Pretendemos criar condições para o fomento à pesquisa específica, no campo da política e da cidadania, dentro do âmbito temático dos interesses do poder legislativo. Para isso, buscamos parcerias também com as agências de fomento. Dentro dessa perspectiva, a Assembléia lançou recentemente um prêmio destinado a autores de monografias universitárias e seus professores orientadores. Todas as áreas científicas comprometidas com políticas públicas, especialmente as vinculadas às ciências humanas e sociais, deverão receber um novo incentivo à pesquisa, decorrente da viabilização da Universidade do Parlamento.
E sobre os convênios, o que o senhor pode adiantar?
Signates - As conversações estão adiantadas com a UEG. O presidente Jardel Sebba (PSDB) esteve com o reitor Luiz Arantes, e eu tive uma reunião inicial com a Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Estadual. Um encontro da Presidência da Assembléia com o reitor da UFG, Edward Brasil, deve ocorrer na próxima semana. Não tenho dúvidas de que as ações vão resultar em convênios importantes para as instituições envolvidas.
Quais são os resultados práticos?
Signates - O principal resultado prático é a qualificação dos quadros parlamentares em níveis de excelência, algo que deverá ser alcançado em médio prazo, com a institucionalização do projeto, capaz de garantir sua continuidade e seu crescimento, para além dos mandatos parlamentares. Em longo prazo, as atividades da Universidade do Parlamento poderão contribuir na modificação da imagem da classe política, especialmente no Legislativo, junto à população.
Na sua opinião, os servidores e assessores parlamentares estão preparados para o funcionamento do Legislativo?
Signates - Os quadros atuais do Legislativo são aqueles encontráveis na sociedade, tal como foram formados pelas instituições disponíveis. A qualidade dos servidores, assessores e dos próprios mandatários, em termos de conhecimento científico, não resulta de uma política específica de educação destinada ao trabalho que exercem. Isso é o que queremos mudar. A intenção é dar a maior qualidade possível de formação, com políticas e atividades direcionadas justamente para isso.