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Vitti defende união da base aliada

05 de Junho de 2018 às 18:28
Crédito: Denise Xavier
Vitti defende união da base aliada
Coletiva Presidente José Vitti
Em entrevista coletiva, após a sessão ordinária desta terça-feira, 5, o presidente da Assembleia, José Vitti, voltou a criticar o que considera loteamento de cargos do Governo e defendeu união da base.

Em entrevista coletiva após a sessão ordinária desta terça-feira, 5, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Vitti (PSDB), voltou a criticar o que considera loteamento de cargos no Governo do Estado, praticado, segundo ele, por lideranças políticas de partidos da base aliada. Vitti foi taxativo ao concordar com o governador José Eliton (PSDB), que em discurso, criticou a cobrança por mais cargos em troca de apoio e aliança nas eleições. “Isso é algo que eu já repudio há algum tempo. Essa barganha de cargos públicos eu repudio veementemente. O Governador precisa colocar as pessoas que são capacitadas para ocupar tal cargo, mas sobre tudo que tenham uma relação de confiança com ele”, disse.

José Vitti ressaltou que muitas vezes o chefe do Poder Executivo tem que se submeter ao jogo político para atender demandas por cargos de indicações políticas, mas ele lembra que, muitas vezes, as cobranças por espaços no Governo são exageradas. “Muitos reclamam, tendo muito também. Essas pessoas precisam fazer uma reflexão tendo em vista que são 20 anos que temos esse grupo. São 20 anos que esse grupo é vencedor. São 20 anos que esse grupo tem uma tradição de caminhar junto. Não é simplesmente a vontade de um ou de outro que vai prevalecer sobre todos”, defendeu Vitti.

O presidente da Alego ainda lembrou que o Estado tem suas limitações orçamentárias e de espaço no Governo e que os líderes políticos precisam abandonar a prática que classificou como leilão de cargos. “Não devemos aceitar nada com “faca na goela”. É importante também que aqueles que pleiteiam qualquer espaço entendam que o Estado é finito e não dá pra acomodar todo mundo, aonde todo mundo quer. Fica parecendo casuísmo e oportunismo do momento”, ponderou.

Vitti também defendeu um comportamento suprapartidário e republicano de governança, com menos individualismo. “Nós temos que entender que o que está mudando é o que a população quer dos políticos. Nós temos que ter um Estado mais enxuto, uma máquina mais eficiente, temos que ter pessoas que pensam num projeto como um todo e não apenas em projetos individuais e querem reivindicar espaços para si,”.

O chefe do Poder Legislativo Estadual defendeu a permanência do PP na base aliada e pediu diálogo entre suas lideranças. “Eu me recordo que o próprio PP chegou ao Governo de Goiás, porque foi vice do governador Marconi Perillo lá atrás. É um partido que tradicionalmente caminhou junto com a base. Seria um erro o PP caminhar diferente do que pensa a sua base, lideranças do interior como vereadores, prefeitos e ex-prefeitos que estão juntos com José Eliton. Nesse momento, o importante para o partido é ouvir suas bases”. José Vitti ainda provocou reflexão entre os pepistas sobre o tema. “Será que deputados como Roberto Balestra, Heuler Cruvinel e Sandes Junior comungam com esse sentimento de deixar a base?”, questionou.

Vitti ainda considerou que a decisão do partido deve ser explicitada logo para por fim ao cenário de incertezas sobre os rumos do partido num momento de véspera de eleição. “O momento agora é de conversações, de entendimento, porém às vezes você protelar muito essas decisões, elas trazem uma insegurança e uma instabilidade”, alertou.  

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