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Última atividade do Politizar desta terça tem bate-papo com deputados

05 de Junho de 2018 às 18:43

Reunidos no Auditório Costa Lima, nesta tarde de terça-feira, 5, os deputados aprendizes, assim como seus assessores e jornalistas que acompanham o desenvolvimento das atividades do Projeto Politizar, participaram de um bate-papo com deputados legitimamente eleitos, para terem um melhor entendimento acerca das funções por eles exercidas. Participaram da troca de ideias os parlamentares Lucas Calil (PSD), Henrique Arantes (PTB), Delegada Adriana Accorsi (PT), Simeyzon Silveira (PSD) e Wagner Siqueira (MDB).

A primeira pergunta dirigida aos parlamentares de fato foi feita pelo deputado simulando Wilson Sousa (MDB). Este questionou a legalidade acerca da leitura de trecho da Bíblia Sagrada na abertura das sessões plenárias. Unanimemente, os deputados disseram não ver problema em tal manifestação, explicando que, apesar do Estado não obrigar ninguém a seguir uma religião específica, ele é majoritariamente cristão. Desta forma, traços religiosos culturalmente fortes, como os feriados em dias santos a leitura da Bíblia, acabariam sendo incorporados na vida pública.

Destaque também para o questionamento de Fran Rodrigues (PSB), servidora da Casa que participa das atividades como deputada aprendiz. Ela perguntou como os parlamentares lidam com a dualidade trazida à Assembleia Legislativa pelos alunos do Projeto Politizar: “Ao mesmo tempo, uma juventude interessada na política apresenta um discurso que nega essa mesma política. Ela quer fazer o que vocês fazem, mas não quer fazer da maneira como vocês fazem. Como vocês lidam com essa questão?”, questionou.

Ao se manifestar, o deputado Lucas Calil afirmou ter nascido desse movimento de renovação política, mas que as coisas não são tão simples quanto parecem, quando se conquista um mandato. “Lógico que temos culpa sobre o que acontece, mas ao mesmo tempo tem a mesma culpa os eleitores perversos que querem favores pessoais em troca de votos. Nove entre dez pessoas que abordamos em época de eleição não querem saber das nossas propostas, mas do que temos a oferecer, a nível pessoal”, explicou.

Henrique Arantes, por sua vez, destacou a morosidade da coisa pública, que dificultaria a atuação parlamentar. “Há mais burocracia do que falta de vontade. O grande problema é como o sistema está imposto. Estabelecido, ele nos obriga a agir de certa forma”, declarou.

A deputada Delegada Adriana Accorsi aposta na reforma política, assim como o deputado Simeyzon Silveira para resolução de problemas relativos à representatividade e ao modo de fazer política. “Somos fruto de um modelo político estabelecido e de leis eleitorais vigentes, que temos que obedecer para sermos eleitos e para viabilizarmos nosso mandato”, explicou Simeyzon.

Já o deputado Wagner Siqueira (MDB) acredita que uma mudança está curso. Para exemplifica-la, ele mencionou a possibilidade de ricos e poderosos enfrentarem o peso da lei, o que antes raramente acontecia. “Vemos ex-presidentes e grandes empresários presos. Para mim isso sinaliza novas práticas, em consonância com os anseios sociais”.

Encerrado o evento, os parlamentares colocaram-se à disposição dos aprendizes, e comprometeram-se a responder, via telefone ou email, as dúvidas que não puderam ser sanadas por falta de tempo.

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