Helio de Sousa ressalta importância de tratamento eficaz e políticas públicas para vítimas de queimaduras
Durante o Pequeno Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira, 6, o deputado Helio de Sousa (PSDB) subiu à tribuna para abordar as questões que envolvem a falta de suporte para os portadores de queimaduras, saudar a presença da diretora do Núcleo de Proteção de Queimados, Rosa Serafin, e também para convidar a todos para participarem de uma audiência pública que discutirá todas essas questões, na próxima segunda-feira, 11.
No dia 6 de junho comemora-se o Dia Nacional da Luta Contra as Queimaduras. Em alusão a essa data, o parlamentar ressaltou que “essa dificuldade afeta a vida de milhões de brasileiros”. Para ele, trata-se de “uma luta difícil, pois passa por uma série de etapas, inclusive a mais importante delas: a questão preventiva”.
Durante seu discurso, Helio de Sousa destacou ainda a importância de se aumentar as cobranças de políticas públicas para que se possa evitar as inúmeras possibilidades de queimaduras. “Essa Casa, recentemente, aprovou o chamado Junho Laranja, que é um trabalho que visa, através do simbolismo da cor laranja, mostrar a importância de que se tenha uma atenção especial tanto para as queimaduras como para os queimados”, destacou.
O parlamentar convidou a todos os presentes para participarem de uma audiência pública, na próxima segunda-feira, 11, às 14 horas. “Esse encontro tem a intenção de debater as propostas do Núcleo de Proteção de Queimados para que possamos minimizar as ocorrências e priorizar a vida dos integrantes de nossa comunidade”, justificou. O parlamentar lamentou ainda os altos índices de ocorrência no Brasil e no estado de Goiás desse tipo de acidente. “Hoje, lamentavelmente, um milhão de brasileiros são vitimados com queimaduras de todos os níveis. No estado, somamos mais de dez mil queimaduras por ano. Portanto, essa audiência deverá mostrar, dentro do nosso atendimento, o que precisa ser feito para se dar apoio a essas vítimas”.
Para finalizar, Helio de Sousa fez uma crítica à maneira com que o Sistema Único de Saúde conduz o tratamento dos feridos. “O SUS é totalmente omisso. Eles consideram que o tratamento termina assim que as feridas estão cicatrizadas, porém, no meu entendimento, aí que começa o sofrimento dos feridos, tanto com as sequelas físicas, quanto psicológicas”, pontuou.