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Isaura Lemos questiona como Ministério Público vai fiscalizar hospitais geridos por OS

06 de Junho de 2018 às 15:38

Durante o Pequeno Expediente, a deputada Isaura Lemos (PCdoB) disse que aproveitou a apresentação do relatório anual do Ministério Público de Goiás para indagar ao procurador-geral de Justiça, Benedito Torres, quais as ações que serão tomadas pelo órgão ministerial para fiscalizar a atuação das Organizações Sociais nos hospitais da rede pública estadual. De acordo com Torres, o quadro geral é preocupante.

“Esta Casa recebeu ontem a presença do procurador-geral do Ministério Público, Benedito Torres, que veio apresentar o relatório anual daquele órgão. Consideramos a presença dele muito importante e aproveitamos para fazer indagações sobre os hospitais públicos geridos por organizações sociais. A gente vê situações terríveis. Muitos que ali trabalham não tem coragem de denunciar”, afirmou a deputada.

Isaura Lemos disse que o corpo clínico das unidades de saúde estaria com salários atrasados e faltam materiais para o pleno funcionamento dos hospitais. De acordo com ela, não se consegue saber os números sobre atendimentos.

“Médicos estão sem receber salário desde janeiro. O Hugo está sem insumos para seu funcionamento. A situação é grave. Nossa indagação ao Ministério Público é para fazer uma varredura nas OS's. Precisamos saber de quem é a responsabilidade dessa situação caótica. Depois que as OS passaram a gerir as unidades, não conseguimos números de atendimentos, cirurgias e exames”, afirmou a deputada.

Isaura Lemos afirmou que a maioria da população precisa de pequenas cirurgias. Segundo ela, não haveria necessidade de grandes investimentos em alta complexidade, mas atuar de maneira mais localizada.

“Quando estive no HGG, falava-se que aquela unidade faria cirurgias mais sofisticadas, com tratamento de ponta. Mas a maioria da população precisa de atendimentos de menor complexidade, exames e consultas. Boa parte das cirurgias necessárias é de pequeno porte. O Ministério Público deveria fazer uma auditoria para saber como está sendo aplicado o dinheiro pelas OS's”, afirmou a deputada.

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