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Politizar: Representatividade e mudança política são temas centrais do Pequeno Expediente

07 de Junho de 2018 às 12:41

Nove deputados aprendizes, o máximo que o Regimento Interno permite, pediram a palavra para discursar durante o Pequeno Expediente desta manhã de quinta-feira, 7. Desde o início da semana, esses jovens vêm atuando como deputados estaduais em reuniões e sessões simuladas. As simulações são realizadas pelo Politizar, projeto de extensão da Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a Assembleia Legislativa de Goiás.

“Trago no meu corpo duas marcas: uma de tiro, outra de facada, pois já estive envolvido com o mundo do crime”, declarou Mano CDJ, deputado aprendiz que proferiu o discurso de maior destaque. Transformado pelo movimento hip-hop, ele usou sua própria história de vida para destacar a importância de movimentos sociais que resgatam jovens marginalizados da violência das ruas. “Uso o hip-hop como ferramenta de transformação. E hoje sinto-me feliz em receber mensagens positivas das pessoas que vim representar neste Parlamento. Também me alegra saber do interesse de deputados estaduais em apadrinharem meu projeto de lei, que sugere a criação da Semana Estadual de Hip-Hop no Estado”, declarou o parlamentar, que finalizou: “Essa não é uma vitória minha. É dos tantos que não podem vir falar aqui”.   

Ao ocupar a tribuna, a presidente da Casa, deputada aprendiz Marta Quintiliano (PT), utilizou seus cinco minutos de fala para posicionar-se como mulher negra e universitária cotista, e reiterou a importância de grupos minoritários e marginalizados ocuparem espaços de poder. A representatividade também foi ponto principal da fala de outras duas parlamentares. Júlia Dutra (PSDB) declarou em seu discurso que “ser mulher e ocupar um lugar de poder não é só difícil, mas desafiador”, devido ao machismo, que excluiria e duvidaria da competência das representantes do sexo feminino. Luciana Oliveira (PT) também tratou de privilégios masculinos, raciais e de classe social.

Márcio Torres (PT) celebrou a eleição de mulheres para ocuparem os mais altos cargos da Casa de Leis: presidência, vice-presidência e presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Ainda, ele parabenizou os chamados deputados “ovelhas negras”, por não terem cedido a pressões de outros pares e posicionarem-se de maneira individual, obedecendo suas consciências, e não o posicionamento do partido que representam. “Deixemos de lado disputas partidárias. Só assim conseguiremos iniciar uma nova política”, finalizou.

Ao subir à tribuna, o deputado aprendiz Wilson Oliveira (MDB) tratou de nepotismo e pediu o apoio dos pares para aprovação de projeto de lei que restringe ainda mais a prática moralmente condenável. “Órgãos e poderes nomeiam parentes de poderosos, e precisamos mudar essa política suja”, declarou.

André Barbosa, por sua vez, celebrou a existência do Projeto Politizar, destacando a qualidade dos projetos de lei apresentados pelos simulandos. Ele ainda elogiou a estrutura e a coordenação dos trabalhos, agradecendo a todos os servidores da Assembleia Legislativa de Goiás que auxiliam a assessoram os participantes.  

 Já o deputado Luiz Henrique (MDB) subiu à tribuna para posicionar-se como cidadão brasileiro, e não como deputado estadual. Ele lamentou a atual situação política do pais, criticou o custo e os privilégios dos representantes, e levou os colegas a refletirem sobre suas atuações como deputados aprendizes “o papel que vocês exercem hoje na Assembleia Legislativa é o papel que vocês gostariam que os deputados estaduais estivessem exercendo?”, questionou. Ao final de sua fala ele ainda destacou projeto de sua autoria que amplia vagas do Programa Goiás Mais Enem, do Governo Estadual.

Último a discursar, Henrique Turíbio (PR) destacou o que chamou de “bons debates” do Politizar, “que certamente vão refletir na política estadual”, afirmou. Após tecer elogios ao Projeto Politizar ele criticou a Bolsa Empresário e os subsídios, que em sua opinião privilegiam sempre, tão somente os empresários poderosos e influentes.

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