Promotor fala sobre efeitos da falta de políticas públicas de escolarização
O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Goiás, Públius Lentulus Alves da Rocha, participa da audiência que debate o enfrentamento ao assassinato de jovens em Goiás. O evento está sendo realizado na manhã desta quinta-feria, 14, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.
Públius Lentulus disse que a realidade do Brasil é uma tragédia social representada pelo genocídio tolerado dos nossos jovens. De acordo com o promotor, é lamentável ter como realidade os dados que são apresentados diariamente à sociedade. "É algo estarrecedor. O número de jovens representa 26% da população do País. É alarmante que dentre eles estão 58% de todos homicídios cometidos no Brasil. Há nestes números, portanto, a evidência de que se realize um trabalho sério e urgente para fazer valer aquilo que foi traçado pelo Plano Nacional de Enfrentamento ao Assassinato de Jovens."
Segundo promotor, é preciso eliminar a polarização entre jovens e população adulta e começar a tratar de uma prevenção em geral. "A população que é acometida por grande parte destes crimes é formada por homens negros e pobres. Temos que oferecer escolarização, atividades profissionalizantes e assistência social para um trabalho protetivo e eficaz para essa população", sugeriu.