Luis Cesar Bueno reage a vetos do Governo a projetos de lei da oposição
O deputado Luis Cesar Bueno (PT), em discurso da tribuna na sessão desta terça-feira, 19, repercutiu um projeto de lei, de sua autoria, que tem sido debatido na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A propositura visa atribuir psicólogos em unidades de ensino para que possam acompanhar o desempenho dos alunos.
Segundo o parlamentar, por meio de diversas audiências públicas, tanto com os profissionais da psicologia como também como educadores das redes de ensino, chegou-se à conclusão de que onde há esse profissional, há também uma redução da violência escolar e uma melhora no relacionamento entre os alunos. “Isso faz com que haja uma tranquilidade dentro das escolas. Estudos apontam que a partir do momento em que existe a presença desse profissional para acompanhar os alunos, há também uma significante melhora”.
Luis Cesar Bueno disse que desde o ano de 2004 tem apresentado insistentemente essa proposta ao Legislativo. “Inicialmente, apresentei esse projeto em 2004. Todos os deputados da Casa votaram a favor, porém, o Governador vetou. Depois, apresentei novamente no ano de 2007. Na ocasião, tive a mesma aprovação na Alego e, lamentavelmente, a mesma rejeição por parte da Governadoria. Em 2009, voltei a apresentá-lo, onde foi sancionado, publicado e virou lei. Posteriormente, veio para cá uma Lei revogando esse dispositivo. Entrei novamente com o processo em 2017 e 2018”, disse.
Para ele, agora os deputados da base resolveram abraçar a causa e estão apresentando essa mesma ideia por meio de projetos de lei. “Aí eu fico me perguntando, será que para um projeto virar lei ele deve ser de autoria de um deputado da base do Governo? Será que os deputados da oposição não têm força suficiente para isso?” questionou. Para finalizar, o deputado pediu para que os demais parlamentares respeitem as ideias e autorias de seus colegas. “Peço para que respeitem o projeto de minha autoria, até as vírgulas são iguais. Existem algumas bandeiras que não podem ser tomadas meramente em período eleitoral”, pontuou.