Ao subir á tribuna, Carlos Antonio enseja debate sobre exagero na concessão de títulos de cidadania
Ao subir à tribuna durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 27, o deputado Carlos Antonio (PTB) manifestou-se contrário à concessão, considerada por ele indiscriminada, de Títulos de Cidadão Goiano pela Assembleia Legislativa de Goiás. O parlamentar levantou o assunto justamente durante a Ordem do Dia, quando votava-se o processo nº 641/18, que concede a honraria a Caio de Sousa Pereira Lima, a pedido da deputada Eliane Pinheiro (PSDB).
“Não estou aqui fazendo julgamento de valor sobre essa indicação em específico, mas chamo a atenção para os processos propostos por todos parlamentares nesse teor, para que estabeleçamos mais critérios para concessão de uma honraria tão grande. Essa Casa já entregou Título de Cidadão Goiano, por exemplo, ao dono da Avestruz Master, em minha opinião um dos maiores estelionatários da história de nosso Estado. Assim, peço maior atenção dos pares para que não incorramos em erros do passado”, finalizou.
Também manifestaram-se preocupados com a concessão da honraria, considerada exagerada, os parlamentares Álvaro Guimarães (DEM), Simeyzon Silveira (PSD), Luis Cesar Bueno (PT) e o presidente da Casa, deputado José Vitti (PSDB).
Autora de oito projetos de lei que concedem títulos de cidadania a personalidades, a deputada Lêda Borges pediu a palavra para justificar a tramitação deles, depois de declarar que “a carapuça serviu”. A parlamentar defendeu suas proposituras afirmando que só pôde conceder as honrarias neste fim de mandato, uma vez que nos outros três anos esteve afastada, exercendo função no Executivo estadual.
O deputado Mané de Oliveira (PSDB) disse que não propõe as homenagens por ter muitos amigos que cresceram na vida e que hoje prestam importantes serviços à sociedade goiana. O deputado Sérgio Bravo (Pros), favorável à concessão de títulos, encerrou a discussão declarando: "Acho que cada um aqui tem que cuidar da sua vida".