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Assembleia Legislativa aprova PEC do Orçamento Impositivo em votação comandada pelo presidente José Vitti

02 de Outubro de 2018 às 15:54
Crédito: Marcos Kennedy
Assembleia Legislativa aprova PEC do Orçamento Impositivo em votação comandada pelo presidente José Vitti
Sessão Ordinária
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PSDB) comandou, nesta terça-feira, 02, votação da PEC do Orçamento Impositivo, que foi aprovada com 29 votos favoráveis. Esta proposta de Emenda Constitucional é uma antiga luta dos parlamentares. A matéria altera artigos da Constituição Estadual para tornar obrigatório o pagamento de emendas parlamentares, em montante correspondente a 1,2% da Receita Corrente Líquida, realizada no exercício anterior. Opinião unânime entre os deputados é de que, com esta aprovação, o Poder Legislativo sai fortalecido e conquista uma vitória de uma luta de vários anos. "Trata-se da votação mais significativa ocorrida neste Poder nos últimos anos", disse o presidente José Vitti.

A Assembleia Legislativa aprovou na tarde dessa terça-feira, 02, durante a fase de votação da Ordem do Dia, da Sessão Ordinária, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2880/18, também chamada de Orçamento Impositivo, com 29 votos sim, zero votos não e duas abstenções. 

Após o encerramento da sessão, em entrevista à imprensa, José Vitti disse que a aprovação da PEC representa um legado da 18ª legislatura e que foi fruto do esforço e desejo de todos os parlamentares que assinaram a proposta de iniciativa da Mesa Diretora. “É importante o parlamento mostrar a sua força, mostrar a sua independência e mostrar aquilo que é o grande anseio dos deputados que aqui estão”. É uma conquista para esta Casa independente de quem será governo no ano que vem”, ressaltou.

José Vitti acrescentou não ter recebido pressão dos candidatos ao Governo do Estado para que o projeto não fosse colocado em votação. “Nenhum dos três mais bem colocados nas pesquisas tratou desse assunto comigo ou com pessoas ligadas a mim”. Vitti destacou que o Orçamento Impositivo vai qualificar a representatividade dos deputados estaduais junto a suas bases eleitorais. “Aqueles que estiverem aqui vão conseguir levar para seus municípios, para suas bases, para aqueles que representam, uma condição de vida melhor. Levando obras e benefícios que vão facilitar a vida dos goianos”, defendeu.

O presidente da Alego acrescentou que a PEC do Orçamento Impositivo não fere a autonomia e a independência entre os Poderes e que o percentual de 1,2% da Receita Corrente Líquida, que serão destinados às emendas impositivas, não engessa o orçamento do Estado. “Essas emendas vão atender também o Executivo. E precisamos lembrar que 70% do valor das emendas será destinado para obras dentro dos percentuais de vinculações constitucionais, como saúde e educação”, finalizou.

A PEC do Orçamento Impositivo

A matéria propõe alterar os artigos 110 e 111 da Constituição Estadual para tornar obrigatório pagamento de emendas parlamentares. Ela foi articulada pelo presidente José Vitti (PSDB) e acabou respaldada em primeira votação pela maioria de dois terços dos deputados.

A primeira votação da PEC do Orçamento Impositivo aconteceu na última terça-feira, 25.  Estavam presentes 29 deputados e todos eles votaram pela aprovação. “Era um anseio de todos os deputados desse Poder, um sonho antigo de outras legislaturas que agora conseguimos cumprir”, justificou Vitti na ocasião, acrescentando: “Essa PEC representa a independência do Poder Legislativo, que passa a ter direito a definir como será a aplicação de parte do orçamento do Estado em obras municipais”.

A PEC foi a única matéria apreciada nessa tarde, quando o presidente da Casa convocou a próxima sessão ordinária para o dia 9, terça-feira, após as eleições. José Vitti esclareceu que o expediente na Assembleia Legislativa, em plenário, só será normalizado no dia 9, em razão de reparos a serem feitos na subestação elétrica do Palácio Alfredo Nasser. Na sessão desta tarde, 31 deputados estiveram presentes, 10 ausentes, sendo que cinco destes justificaram a falta.

A PEC prevê que o artigo 111 da Constituição Estadual passe constar com o acréscimo do parágrafo 8º com a seguinte redação: “As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que, deste percentual 70% será destinados a ações e serviços públicos referentes às vinculações constitucionais”. Já o parágrafo 10 assegura: “É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o parágrafo 8° deste artigo, em montante correspondente a 1,2% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no parágrafo 9° do artigo 110”.

O inciso I do mesmo artigo define que “até 120 dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo as justificativas do impedimento” para o cumprimento de emendas que eventualmente sejam conflitantes com a legislação vigente.

A PEC foi aprovada com uma emenda de autoria do deputado estadual Helio de Sousa (PSDB), que prevê o período para que o Chefe do Poder Executivo Estadual realize a quitação das emendas. Pelo item acrescido pelo parlamentar tucano, o pagamento das mesmas, absorvidas pela Lei Orçamentária Anual (LDO), deve ser realizado no primeiro semestre de cada exercício fiscal.  Esta emenda ativida do deputado Helio de Sousa acrescentou ao Art. 111, o § 11, com a seguinte redação: "A execução orçamentária obrigatória de que trata o  § 10 será realizada no primeiro semestre do exercício financeiro". O projeto começou a tramitar na Casa no dia 21 de junho deste ano com o aval de assinaturas dos 41 deputados estaduais. 

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