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Reforma da Previdência poderá ser votada ainda este ano e divide opinião de deputados estaduais

06 de Novembro de 2018 às 11:03

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) falou, há poucos dias, da possibilidade de ser votada a reforma da Previdência ainda este ano e considerou que é preciso avaliar se há clima para a aprovação do texto, como tem sido especulado no Governo Federal e entre integrantes da equipe do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Caso a matéria não seja votada em 2018, a aprovação da proposta, encaminhada em 2016 pelo presidente Michel Temer (MDB), estaria automaticamente submetida à apreciação no futuro Governo Bolsonaro.

Segundo a Agência Câmara de Notícias, Rodrigo Maia declarou que tudo dependerá das condições de articulação de Bolsonaro para conduzir uma eventual aprovação da proposta que está pronta para ser votada pelo Plenário. Questionado se seria preferível votar uma outra proposta da Previdência depois que o novo Governo tomar posse, Maia disse que não dá para fazer previsão, embora defenda a importância de resolver o déficit do sistema.

Goianos opinam

A Agência Assembleia de Notícias ouviu a opinião de deputados goianos sobre tão importante tema. Para o deputado Cláudio Meireles (PTC), há um pacote de maldades por trás dessa possível votação. “Precisamos rever as questões da Previdência, porém, as alterações não devem ser tão profundas como estão fazendo. Daqui a pouco não se aposenta mais neste país. Acredito que, para que não haja decisões precipitadas, o certo seria aguardar o novo presidente assumir o mandato.”

Por sua vez, o emedebista Paulo Cézar Martins contradiz a opinião de Meireles ao considerar que todas as reformas, tanto no âmbito jurídico, político ou tributário, devem ser realizadas urgentemente. “Mas isso dependerá dos deputados que lá estão. Ao meu ver, o Congresso Nacional ainda não aprendeu o quanto o povo anseia por mudanças. A mudança deve ser feita, mas não acho que o atual Congresso irá trabalhar para que isso ocorra. Tudo dependerá da liderança política do presidente da República.”

Já o deputado Talles Barreto (PSDB) declara ser favorável a aprovação da reforma e defende que o ideal é que ela seja aprovada o mais rapidamente possível. "Essa decisão tem que ser tomada em conjunto com o presidente da República, seja um ou outro. Os parlamentares precisam ter o pé no chão caso queiram aprovar essa medida que, sem dúvidas, é o melhor para o Brasil."

Ao ser questionado sobre a renovação política de grande parte do Congresso e se isso poderia, de alguma forma, interferir na decisão, Talles Barreto é incisivo: "No governo você entra com espírito forte, agora, o que vai acontecer dependerá do presidente eleito." 

O deputado Lissauer Vieira, do PSB, diz que a reforma é complexa e deve ser amplamente discutida pela Câmara. Na visão dele, a medida dificilmente será aprovada este ano e caberá ao novo presidente assumir as articulações em prol do projeto.

O parlamentar atenta também para a quantidade de novos deputados eleitos durante o último pleito. "O Congresso abrirá suas portas para novas pessoas e, consequentemente, teremos novas ideias. Sabemos que essa reforma é urgente e necessária para o País, mas precisa ser feita de maneira que não prejudique o trabalhador e ao mesmo tempo não onere os cofres públicos."

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