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Presidente Vitti tem buscado consenso em torno da execução de emendas impositivas para 2019

31 de Outubro de 2018 às 18:42
Crédito: Ruber Couto
Presidente Vitti tem buscado consenso em torno da execução de emendas impositivas para 2019
Entrevista com Presidente
Presidente da Assembleia, deputado José Vitti (PSDB) afirma que tem buscado diálogo sobre Orçamento Impositivo. Em entrevista, após a sessão da quarta-feira, 31, o parlamentar disse esperar um consenso que seja bom para todas as partes. “Busco sempre um consenso para que haja um bom acordo. Tenho aberto um canal de comunicação e vejo que está encaminhando para que possa chegar a um denominador satisfatório para todos, respeitando a situação financeira e fiscal do estado”, disse. Sobre a PEC que prevê o adiamento do Orçamento Impositivo para 2021, Vitti afirmou que ainda haverá prazo para discussão, e nesse período, podem surgir acordos.

Após o fim da sessão ordinária da quarta-feira, 31, o presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), disse em entrevista à imprensa que tem buscado dialogar com parlamentares e o governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM), sobre as emendas impositivas, que passam a valer a partir de 2019. 

“Busco sempre um consenso para que haja um bom acordo. Tenho aberto um canal de comunicação e vejo que está encaminhando para que possa chegar a um denominador satisfatório para todos, respeitando a situação financeira e fiscal do estado”, disse.

Sobre a PEC que pede o adiamento do Orçamento Impositivo para 2021, apresentada pelo deputado Bruno Peixoto (MDB), e que foi lida durante a sessão desta quarta-feira, 31, Vitti afirmou que ainda haverá prazo para discussão, e nesse período, podem surgir acordos. A proposta atingiu o número mínimo de assinaturas para iniciar sua tramitação, que são 14, e foi encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Por se tratar de emenda à Constituição Estadual, ela precisa tramitar por dez sessões ordinárias para então ser votada.

PEC começa a tramitar 

Na sessão plenária desta quarta-feira, 31, o processo legislativo nº 4846/2018, de autoria do deputado estadual Bruno Peixoto, foi lido na sessão plenária desta quarta-feira, 31. Trata-se da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe a prorrogação do prazo para o início do pagamento do Orçamento Impositivo. No dia 2 deste mês, a Assembleia Legislativa aprovou outra Proposta de Emenda Constitucional, de iniciativa da Mesa Diretora, que obriga o Poder Executivo a pagar as emendas parlamentares impositivas a partir do primeiro semestre de 2019. Bruno Peixoto pede que o pagamento seja prorrogado e que comece a ser efetuado a partir de 2021. De acordo com o Regimento Interno da Alego, a propositura terá que aguardar a realização de dez sessões plenárias para que comece a ser analisada, inicialmente, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

O possível adiamento do início de vigência do Orçamento Impositivo foi um dos temas discutidos mais cedo na reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, onde tramita a Lei Orçamentária Anual (LOA). O deputado estadual Talles Barreto (PSDB) voltou a defender que a PEC do Orçamento Impositivo possa compor a LOA de 2019. “Temos que ter bom senso e equilíbrio, mas que o Governo que vai assumir tenha sensibilidade com nosso orçamento impositivo”, ressaltou. Ainda durante a reunião ficou definido que no dia 21 do mês que vem haverá uma reunião entre todos os deputados, quando deve haver um acordo sobre o cumprimento da PEC do Orçamento Impositivo.

O relator da LOA 2019 na Comissão de Finanças é o deputado estadual Lívio Luciano (Podemos). É ele quem vai decidir, com aval do futuro governador, Ronaldo Caiado (DEM), se inclui ou não as emendas impositivas. Em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, o parlamentar revelou que a inclusão ou não do Orçamento Impositivo na LOA vai depender do raio-X sobre a situação fiscal do Estado que está em análise pela equipe de transição. “Até o dia 21 é um prazo bom para fazermos uma avaliação da situação orçamentária e dar um rumo daquilo que será a Lei Orçamentária do ano que vem”, disse. Lívio acrescentou que assim como ele, o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) está bastante preocupado com as contas do Estado e defendeu diálogo e compreensão dos demais deputados sobre a questão. “A emenda parlamentar impositiva é uma unanimidade entre os deputados, todo mundo quer, mas é importante que os deputados vejam a capacidade orçamentária do Estado em arcar com essa obrigação”, ponderou.

O relator da LOA ainda lembrou que o atual Governo recusou a aprovação de outra PEC de autoria do deputado estadual Henrique Arantes (PTB), apresentada em 2017, justamente por falta de capacidade financeira de cumprir com o pagamento das mesmas. “Temos que fazer contas, mas não é porque todos nós queremos que vamos perder o juízo. É importante que nessa hora todos nós temos que ter sensatez e pensar no todo. Vamos mostrar a situação real do Estado para juntos buscarmos alternativas”, defendeu.

Lívio Luciano assinou o requerimento da PEC apresentada por Bruno Peixoto, que pede o adiamento do pagamento das emendas impositivas e demonstra disposição de trabalhar pela sua aprovação. “Se o Estado não tiver que acolher as emendas impositivas, já é um refresco no meio de uma tempestade. O ano que vem temos que administrar esse desequilíbrio nas contas públicas. Mas tudo isso ainda será objeto de análise com números, com dados, para que a decisão a ser tomada, seja uma decisão justa”, ponderou.

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