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Deputados usam tempo da Ordem do Dia para discussão de diversos temas

06 de Novembro de 2018 às 16:31

Na sessão plenária desta terça-feira,06, deputados estaduais ocuparam a tribuna do Plenário para discorrer sobre temas diversos ligados a áreas como educação e saúde. Os debates ocorreram durante a Ordem do Dia quando os parlamentares usaram do espaço da discussão de matérias, que tem tempo previsto de 10 minutos com direito a aparte, para tratar dos assuntos em questão.

O primeiro a falar foi o deputado estadual Humberto Aidar (MDB). O emedebista discursou sobre a atual situação dos professores do Instituto Tecnológico de Goiás Basileu França, que estão com os salários atrasados há dois meses. “ Nós deputados desta Casa de Leis temos a obrigação de não medir esforços para que não haja a interrupção dos trabalhos prestados pelo Instituto”, explicou. De acordo com o parlamentar, a verba destinada a cultura, esporte e lazer é o que sobra do orçamento final. “ É como se as pessoas não tivessem direito e quando o assunto é arte, não dão a menor atenção”, frisou.

Humberto reforçou a obrigação de a Assembleia estar atenta a esta questão.  “Essa Casa de Leis precisa se unir, nós temos o dever de dar as mãos em prol do Basileu França e solucionar esse assunto o mais rápido possível”, disse. O deputado adiantou que no início do ano que vem será proposta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as OSs. “ Temos que mostrar a que vieram essas OSs e desmistificar tudo. Essa Casa de Leis não irá se acovardar”, finalizou.

O deputado estadual Major Araújo (PRP) também usou a tribuna para tratar de assuntos semelhantes. Ao discutir o projeto de lei nº 1597/18, de autoria do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Araújo manifestou-se favorável à matéria. “Acredito que a iniciativa beneficiará os servidores e o Poder Judiciário como um todo”, afirmou. Apesar de ter entrado em pauta, o texto não foi votado durante sessão ordinária desta terça-feira, 6, por falta de quórum.

Assim que declarou seu voto, o parlamentar utilizou-se do tempo restante para engrossar o coro de colegas que apoiam reivindicação dos professores do Instituto Tecnológico de Goiás (Itego) Basileu França. “Venho aqui não somente apoiar a causa trazida pelos professores do Basileu França, mas alertar sobre as terceirizações como um todo. Votei contra as terceirizações sempre. Esse sistema tem uma única finalidade: desviar recursos públicos e abastecer a corrupção. É assim nos hospitais e é assim nas escolas com gestão terceirizada também”, declarou Major Araújo, que defende abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as Organizações Sociais (OSs) que atuam em Goiás.

Outro que utilizou o tempo de discussão de matérias da Ordem do Dia foi o deputado estadual Paulo Cézar Martins (MDB). O parlamentar se manifestou contra à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 4846/18, de autoria do deputado Bruno Peixoto (MDB), que propõe a prorrogação do pagamento do Orçamento Impositivo de 2019 para 2021. De acordo com Paulo Cézar Martins, o Legislativo goiano já tentou aprovar outras vezes o pagamento das emendas impositivas, mas não teve êxito. Ele defende que, agora, com esta conquista, já que a obrigatoriedade foi conquistada pela atual Legislatura, os deputados estaduais não devem retroceder quanto à sua independência parlamentar. “Talvez o pagamento de 7 milhões de reais seja muito, mas podemos estabelecer um percentual menor”, sugeriu.

O emedebista ressaltou, ainda, que à época em que era deputado federal, o governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM), foi um ávido defensor do orçamento impositivo na Câmara dos Deputados. “Foi um trabalho de longos momentos de discussão e debates”, lembrou.

O último a utilizar o mesmo tempo para discussão de matérias foi o deputado estadual José Nelto (Podemos). O parlamentar falou sobre a crise em que se encontra o Estado de Goiás. Segundo ele, Goiás nunca enfrentou uma crise como a de agora. “Primeiro a crise ética, a crise moral. O pior legado que um Governador pôde deixar para o Estado de Goiás, é o legado do ex-governador Marconi Perillo, é histórico esse legado”, atacou.

Nelto relembrou o momento em que criticou o ex-governador em tribuna e, segundo ele, Goiás virou chacota no Brasil. Também lembrou que o Ministério Público e o Tribunal de Contas eram comandados por uma “organização criminosa”, sendo o chefe Marconi Perillo, e declarou que gostaria que Marconi pudesse voltar e defender seu legado da tribuna.

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