Sefaz presta contas
Técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) compareceram, nesta tarde de quarta-feira, 7, à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), para prestar contas relativas ao segundo quadrimestre de 2018. A apresentação dos números foi feita durante reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, pelo superintendente da Contabilidade Geral da Sefaz, Ricardo Borges de Rezende.“Goiás cresceu acima da média nacional, porém seus índices ainda ficaram abaixo da inflação”, iniciou o servidor, ao fazer breve introdução da atual conjuntura econômica, antes de entrar nos números de fato.
No período, que corresponde de janeiro a agosto de 2018, Rezende informou que o Estado de Goiás registrou aumento nominal das receitas tributárias em 7,97%. As transferências correntes da União também aumentaram no período, com crescimento nominal de 4,79%. Por outro lado, as despesas primárias totais do Estado cresceram 17,23%, ao passo que as receitas primárias cresceram 15,87%, em comparação com o mesmo período do exercício anterior.
As receitas tributárias apresentaram aumento. O valor arrecadado pelo ICMS, por exemplo, subiu de R$ 5,7 bilhões em 2017 para R$ 6,2 bilhões em 2018. IPVA, ITCD e IRRF também registraram aumento na arrecadação. Apenas as taxas apresentaram redução, de pouco mais de R$ 1 bilhão no ano passado, para R$ 978 milhões em 2018.
Grande impulso ao desenvolvimento do Estado, o destaque vai para os investimentos, que subiram 59,22%, comparados ao mesmo período de 2017. A dívida consolidada líquida também apresentou números satisfatórios, uma vez que seu percentual vem caindo a cada ano. Enquanto em 1998 ela correspondia a 3,35% da receita corrente líquida, em 2018 ela ficou no patamar de 0,87%.
Ao tomar a palavra após explanação, o deputado Helio de Sousa (PSDB) declarou que entende que o Estado está cumprindo o que determina a legislação. Ele ainda comemorou a queda, ao longo dos anos, da dívida consolidada líquida. Francisco Oliveira (PSDB), líder do Governo na Casa, também manifestou-se na reunião, comemorando a trajetória de Goiás nos anos de crise. “Sabemos que o cenário ainda não é o ideal, mas estamos em posição privilegiada com relação a outros entes da federação. Temos fortes programas sociais e obras estruturantes importantes”, encerrou.