Presidente José Vitti quer união de forças para barrar licitação de placas de veículos em Goiás
Abrindo os trabalhos do Pequeno Expediente da sessão ordinária desta terça-feira, 20, o Presidente da Casa José Vitti (PSDB), subiu à tribuna e voltou a falar sobre a licitação das placas, que, segundo ele, foi proibida de ser realizada pelo Judiciário, mas a empresa descumpriu a ordem e realizou o certame nesta segunda-feira, 19.
Vitti já havia falado sobre o assunto na semana passada e hoje voltou à tribuna para falar sobre as licitações das placas. Afirmou ter recebido alguns donos de empresas estampadoras das placas de veículos automotores e disse ter ficado assustado com os relatos. “O TCE se manifestou contra, o Ministério Público entrou na jogada, a Justiça suspendeu o certame, mas o certame foi realizado ontem. Entrei com decreto legislativo para cancelar, paralelamente estou entrando com um projeto para tentar revogar a Lei, mais do que entrar com o projeto, eu vou a fundo nessa questão”, ressaltou, detacando que o governador eleito também se manifestou contrário.
Segundo ele, a empresa que confecciona a placa não pode ser a mesma que coloca os dados, porém, com essa licitação a empresa além de fabricar o material também quer colocar os dados. “O custo é o seguinte, R$190,00 na placa, mais R$24,00 para o Detran, e aqueles que estão nas empresas menores, que estão fazendo o serviço, que tem o funcionário, que paga o imposto, recebem R$60,00. R$130,00 a gente não sabe para onde vai. Agora querem ganhar também o do outro”, afirmou.
Por fim declarou ser um ‘negócio escandaloso’, e que vai continuar na tribuna, tentando fazer o papel do Legislativo como fiscalizador, e espera que o Ministério Público, o Juiz que cancelou o certame e na última segunda-feira foi realizado normalmente. “É um negócio tão cheio de vicio e de rolo, se o negócio é sério, vamos abrir, credenciar todos, e o Denatran que proíbe a mesma empresa de fazer os dois serviços vai falar ‘não, pode fazer’, ou vai deixar fazer. Nós estamos em um Estado onde Legislativo, Ministério Público e Judiciário são desrespeitados por uma única pessoa, uma única empresa. Não posso me calar diante de um negócio dessa monta e que a gente possa juntos, Assembleia Legislativa,Ministério Público, Le Poder Judiciário nos posicionar de uma maneira mais forte e de uma maneira que a gente possa abrir essa caixa preta que está acontecendo no Estado de Goiás", concluiu.