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Elo entre os governos

20 de Novembro de 2018 às 18:20
Crédito: Ruber Couto
Elo entre os governos
Entrevista com Presidente
O presidente da Assembleia, deputado José Vitti, disse, nesta 3ª-feira, que teve hoje mais uma reunião com representantes do governador eleito e do atual. O chefe do Legislativo tem contribuído com o bom entendimento na transição.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PSDB), tem sido elo entre o atual e o próximo governo nas negociações sobre votações de projetos de interesse do Executivo que tramitam na Casa, entre eles a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prorroga por dois anos o início de vigência do Orçamento Impositivo, e a Lei Orçamentária Anual (LOA) que define os gastos e investimentos de todos os poderes estaduais e órgãos independentes, como tribunais de contas, no exercício fiscal de 2019.

Vitti revelou em entrevista coletiva à imprensa que antes da sessão plenária de hoje teve mais uma reunião com esse objetivo. “Tenho conversado muito com os representantes do governador eleito e com aqueles que representam o governo atual, na busca de entendimento e alternativas positivas para aquele que deixa o governo e o que vai assumir. Estamos participando dessa transição com esse foco. Existem alguns projetos que tem interesse de um e de outro, mas a gente tem construído um bom entendimento”, justificou.

PSDB

José Vitti admitiu que pode deixar de fazer parte dos quadros do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O presidente da Alego negou que poderia se filiar no DEM, partido do governador eleito Ronaldo Caiado. “Eu não estou rumo ao DEM. Na verdade existe possibilidade, sim, de deixar o PSDB, não por questão pessoal ou briga interna, apenas acho que cumpri tudo aquilo que poderia com o partido”, revelou.

Vitti demonstrou interesse numa mudança de rumos da legenda que ainda faz parte, especialmente após o resultado das eleições majoritária e proporcional no Estado. “Entendo que o partido ainda continua com uma linha que não comungo. Vou conversar com aqueles que comandam o partido e com os novos, mas, hoje, a continuar dessa forma a condução do partido, eu devo sair sim”. No entanto, o presidente da Alego acrescentou que sua decisão vai depender de negociação e da postura da executiva estadual tucana. “Não vou decidir por agora. Não sei se vou sair por agora. Não tenho interesse em disputar nenhum mandato e a decisão do partido que eu venha me filiar vai ficar para depois”, ponderou.

 

Participação no governo Caiado

José Vitti disse que, apesar da amizade com o governador eleito, e do contato estreito com os futuros auxiliares da gestão estadual, não pretende assumir nenhum cargo no Executivo a partir de 2019. “Já me nomearam em muitos locais aí, me deram muitas missões, mas não tenho tratado disso. Tenho sim boa relação com o governador eleito, tenho muito respeito por ele, uma relação de anos que ultrapassa a esfera política, mas do ponto de vista político já tomei minha decisão que é cuidar dos meus afazeres na esfera empresarial”. Vitti acrescentou ainda não ter desistido de concorrer à prefeitura de Goiânia, em 2020, porém, avaliou ser difícil estar na disputa. “Não adianta eu apenas pensar e ter vontade. Goiânia terá bons candidatos a prefeito em 2020, mas eu não vou ter mandato e isso torna mais difícil conseguir viabilizar uma candidatura, mas se acontecer vou tentar entabular nesse sentido”, avaliou.

Presidência da Alego

José Vitti foi enfático ao defender o nome do deputado estadual Álvaro Guimarães (DEM) para ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa. A eleição da nova Mesa Diretora vai acontecer no dia 1º de fevereiro de 2019, quando começa a 19ª Legislatura, e o democratas é tido como favorito para ser o próximo presidente da Alego. “Ele tem todas as condições para ser eleito. Pela experiência que tem, pelos cargos que já ocupou na administração pública e aqui na Assembleia Legislativa, ele agrega e tramita muito bem entre os deputados que já estão na Casa. Acredito também que aqueles que estão vindo, querem ser presididos por alguém que tenha aquiescência do governador eleito e também do presidente da Casa, em nome do resgate da credibilidade do Poder”, finalizou.   

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