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Júlio da Retífica avalia atuação parlamentar

19 de Dezembro de 2018 às 15:37
Crédito: Marcos Kennedy
Júlio da Retífica avalia atuação parlamentar
Dep. Júlio da Retífica
Ao encerrar vida pública, o deputado Júlio da Retífica diz que pretende se dedicar exclusivamente as atividades empresariais e à família. Afirmou que a alternância de grupos no comando do Estado é natural.

Encerrando um ciclo de mais de 20 anos de carreira política, o deputado Júlio Sérgio de Melo, o Júlio da Retífica (PTB), diz que pretende levar os próximos anos de maneira “regrada”, dedicando mais tempo à família, aos amigos e aos negócios que mantém entre Goiás e Tocantins. O parlamentar iniciou sua vida pública como prefeito de Porangatu, no ano de 1997, ali permanecendo pelos oito ano seguintes (até 2004). Sempre representando a sua região de origem, o Norte goiano, ele ocupou, na última década, cadeira no Parlamento Estadual, tendo atuado aqui nas três últimas legislaturas (2007-2010; 2011-2014; 2015-2018).

Mineiro de Nascença, o parlamentar adotou, já nos idos de 1980, o principal município do Norte do estado (Porangatu) como ponto de partida para a sua trajetória profissional, tendo ali se consolidado enquanto importante empresário no ramo da retífica de motores. Carregando, enquanto homem público, a alcunha que define o sucesso alcançado junto à referida classe empresarial, Júlio da Retífica faz um balanço positivo do seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

“Tivemos um mandato muito atuante e produtivo, onde pudemos contribuir com grandes matérias votadas, que trouxeram mudanças tanto a nível de Estado quanto de Assembleia. Participamos ativamente da conquista da transparência nesta Casa, o que faz com que hoje a Alego seja uma das mais respeitadas do País. Sabemos as dificuldades que enfrentamos, por isso tenho a tranquilidade de sair com a sensação de dever cumprido”, ponderou o petebista.   

Nos últimos dois anos, Júlio ocupou a função de 1º secretário junto à Mesa Diretora da Casa, período durante o qual afirma ter batalhado, quase que exclusivamente, para dar as condições necessárias às votações das matérias em tramitação. “Com essa atuação restrita, muitos problemas puderam ser equalizados e negociações difíceis puderam ser solucionadas”, observa. Como exemplo, ele cita as articulações que envolveram a aprovação do Orçamento Impositivo, projeto que, segundo o deputado, trará mais recursos aos parlamentares, garantindo-lhes maior liberdade para ajudar suas cidades e regiões.

“Isso era algo para ter vindo desde o ano passado, mas só agora foi feito esse acordo dando condições reais para que os novos deputados eleitos possam ser protagonistas de seus mandatos, porque, até então, éramos meros aprovadores de matérias, principalmente do Executivo, com poucas condições reais de influenciar nas demandas do próprio orçamento estadual. Agora os deputados terão condição de levar para seus municípios e regiões aquilo que eles almejam, honrando, assim, os compromissos que fazem junto aos seus eleitores”, comemorou.

Candidato à nova reeleição pela coligação com o PSD, Júlio comenta os resultados das últimas eleições. “Infelizmente aqueles que tinham uma ligação maior com a base do Governo acabaram sendo penalizados”, disse o parlamentar em referência à estreita relação de sua chapa com a gestão tucana de Marconi e José Eliton. “Mas isso é normal acontecer. Um ciclo de mais de 20 anos de trabalho junto ao grupo se encerrou. O povo se esgotou e resolveu colocar outras pessoas”, ponderou.

Com um total de 18.789 votos, representando 0,61% dos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado logrou apenas a posição de segundo suplente da chapa que integrou no pleito de 2018. Com isso, ele ainda terá chances de retornar à Casa, mas apenas caso haja duas vacâncias de cadeiras de sua coligação ou caso o primeiro suplente, Lineu Olímpio de Souza, porventura não esteja disponível para substituir algum dos titulares eleitos.

“Na minha condição, hoje, é voltar para casa, recolher o time e esperar para ver o que vai acontecer daqui para frente. Iniciei como prefeito em 1996 e de lá pra cá estive sempre trabalhando na política. Nesse período, trouxemos muitas conquistas para Goiás, que saiu da condição de um estado periférico no nosso País e hoje estamos aí entre o 7º e 8º colocado no ranking da economia nacional, chegando mesmo ao 6º em alguns casos”, avaliou.

Ao final Júlio, disse, em tom de despedida, aceitar com resignação sua nova condição e que seguirá batalhando por melhorias para Goiás, só que agora não mais como homem público. “Mesmo não estando na política, quero continuar ajudando o Estado a crescer, naquilo que puder. Agora a expectativa é voltar para minha cidade, continuar minha vida de empresário, tirar um tempo para ficar com a família”, finalizou.

A partir de 1º de fevereiro próximo, assumirão suas cadeiras pela mesma chapa de Júlio, na Alego, os seguintes deputados: Henrique Arantes (PTB), Lucas Calil (PSD) e Wilde Lopes Roriz (PSD).


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