Na tribuna, Alysson Lima critica uso de cartão corporativo por parte do alto escalão do Estado
Quinto a falar no Pequeno Expediente da sessão plenária desta terça-feira, 26, o deputado Alysson Lima (PRB) usou a tribuna para criticar o uso do cartão corporativo por parte do Governador, de secretários estaduais, gestores e chefes de autarquias e fundações. O parlamentar explica que este cartão foi criado por meio do Decreto de nº 9.050, de 18 de setembro de 2017.
Alysson Lima disse que vai solicitar à Secretaria da Economia relatórios de gastos do gabinete do Governador, secretarias e todos os órgãos estaduais referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2019. O deputado disse que a solicitação se estenderá aos gastos com o cartão feitos pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e por secretários de Estado, durante os últimos quatro anos.
O parlamentar criticou o fato de que os cartões corporativos podem ser utilizados para o pagamento de despesas que não se subordinam aos processos licitatórios normais. Segundo Alysson, algumas das formas de uso chamam a atenção, como o pagamento de despesas de caráter sigiloso ou reservado.
Dentre as formas criticadas pelo parlamentar, também estão: despesas miúdas de pronto pagamento; despesas com diárias e viagens, e despesas com salários de presos, internos e reeducandos do sistema prisional. Alysson Lima também elucidou que, no texto do referido decreto, não conseguiu encontrar qual o valor limite para os gastos.
Após o discurso de Alysson Lima, a deputada Lêda Borges (PSDB) pediu questão de ordem, quando esclareceu que, pelos anos em que foi secretária de Pasta do Executivo, nunca fez gozo de qualquer cartão corporativo. A parlamentar afirmou ainda que outros parlamentares, que também se afastaram do Parlamento na Legislatura passada para assumir secretaria de Estado, como os deputados Talles Barreto (PSDB) e Lucas Calil (PSD), jamais tiveram acesso a esse cartão.