Lêda Borges volta a criticar Governo Caiado por atraso na folha de dezembro
Quarta a fazer uso do Pequeno Expediente na sessão ordinária desta quarta-feira, 27, a deputada Lêda Borges (PSDB) discursou da tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ela utilizou seus cinco minutos de fala para manifestar-se contrária às explicações da secretária de Estado da Economia, Cristiane Alkmin Schmidt, que, no auditório ao lado do Plenário, participa de reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento.
“Ela continua usando contas para justificar a não quitação da folha salarial e de aposentadorias de vários servidores”, começou a parlamentar, ao criticar decisão do Governo de Ronaldo Caiado (DEM) de deixar os vencimentos de dezembro de funcionários públicos em aberto, alegando falta de verba. “Nos últimos 20 anos Goiás cresceu 11 vezes seu PIB (Produto Interno Bruto). De 17 bilhões, o PIB passou para 200 bilhões”, continuou Lêda, insinuando que o Executivo teria sim recursos para cumprir com este compromisso.
“Qual é a política pública para os servidores?”, afirmou a deputada, que desaprova o que chama de “estado mínimo” praticado pelo Governador. “Vocês estão buscando o estado mínimo, e não o estado necessário. Vocês estão buscando despesas que caibam dentro de um orçamento, mas o cidadão não está dentro de um orçamento apenas. Eles têm necessidades. O cidadão é um ente individual. Não é um número”, declarou.
Lêda Borges ainda lamentou possível paralisação dos auditores fiscais, “insatisfeitos com a forma de arrecadar”, e com o que chamou de aniquilação de programas sociais.