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Secretária na Comissão de Finanças

27 de Fevereiro de 2019 às 16:26
Crédito: Denise Xavier Lemes
Secretária na Comissão de Finanças
Reunião da Comissão de Tributação, tem a participação da secretária de economia, Cristiane Schmidt
Secretária da Economia, Cristiane Schmidt, aposta no reforço das operações fiscais e combate à sonegação para tirar Goiás da crise. Titular da pasta defendeu ainda a revisão de renúncias fiscais e reforma da Previdência.

A secretária da Economia, Cristiane Alkmin Schmidt, participou da Comissão de Finanças desta quarta-feira, 27, na condição de convidada, e fez ampla apresentação aos parlamentares sobre a situação financeira do Estado.

Por cerca de 50 minutos, Cristiane falou sobre as dificuldades enfrentadas pela atual gestão.  De acordo com ela, o atual governo herdou um déficit de R$ 3,4 bilhões, sendo que R$ 1,6 bilhão diz respeito a salários. Se somado ao déficit estrutural, o número chegaria a R$ 6 bilhões.  

“Todo dinheiro que entra está sendo alocado para pagar folha e dívida. Isso é frustrante para um governador que quer fazer política pública. Os servidores nos cobram o pagamento de dezembro, mas a gente precisa lembrar que são 170 mil servidores versus quase 7 milhões de goianos que precisam do governo”, pontuou.

Na ocasião, a titular da pasta da Economia disse que apesar do cenário complicado, ainda há esperança para recuperação financeira de Goiás e que já foi elaborado um plano de ação para incrementar a receita.

Entre as estratégias da secretária estão o reforço nas operações fiscais, nas fiscalizações e no combate à sonegação de imposto. Cristiane sustentou ainda que conta com a reforma da Previdência para desafogar o Estado, com o aperfeiçoamento do Marco Legal Tributário e anunciou que irá rever as renúncias fiscais.

“A nossa renúncia atual com ICMS é da ordem de R$ 8 bilhões. Só o Fomentar e o Produzir têm renúncia de R$ 2,5 bilhões. Nós temos uma arrecadação anual de R$ 15 bilhões, ou seja, é uma renúncia de cerca de 50%”, analisou.

Os parlamentares presentes cobraram da secretária o pagamento do mês de dezembro e criticaram o discurso de “terra arrasada”. A sessão chegou a ser prorrogada por duas vezes.

A deputada Lêda Borges (PSDB) rebateu os argumentos da secretária para o atraso no salário e abandonou a sessão em protesto.

Por fim, Cristiane afirmou que não veio à Casa para lamentar e se colocou à disposição dos parlamentares para maiores explicações. “Eu peguei o Estado numa situação ruim mas estou trabalhando de forma intensa para melhorar esse cenário”.

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