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Deputados discutem e encaminham voto a projeto que modifica salário de policiais de 3ª classe

27 de Fevereiro de 2019 às 16:48

O deputado Coronel Adailton (PP) disse que votará a favor da mesma, mas ressaltou que o texto enviado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) não o contempla por completo.

Segundo o parlamentar, o projeto deixa de atender algumas carreiras no que diz respeito ao tempo de atividade no cargo, no intuito de que seja contado para fins de promoção. Ele ressaltou que emendas com esse intuito foram apresentadas, mas seguindo uma recomendação de Caiado, foram rejeitadas.

Coronel Adailton também criticou as falas da secretária de Economia, Cristiane Alkmin Schmidt, durante reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, que ocorreu nesta tarde no Auditório Solon Amaral da Alego. Ele informou que as informações compartilhadas pela secretária já foram dadas anteriormente pelo govenador e que, portanto, “chovem no molhado”.

O parlamentar também estendeu o seu pronunciamento à cobrança do salário de dezembro dos servidores públicos estaduais. “O atraso no pagamento de dezembro é inquestionável”, disse. E continuou: “O Governo precisa descer do palanque e começar a fazer gestão. Pague dezembro, desça do palanque e comece a governar”, sugeriu.

O deputado Amauri Ribeiro (PRP), no encaminhamento de voto da sessão ordinária desta quarta-feira, 27, afirma que os problemas que o Estado enfrenta atualmente são frutos da gestão anterior. O parlamentar também destacou a aprovação do projeto que reajusta os salários dos policiais militares de terceira classe. “Vocês saem de um salário miserável de mil e quinhentos reais e vão para um de cinco mil. Vamos deixar bem claro que quem criou uma classe para ganhar mil e quinhentos reais e quem está dando o mérito a vocês”, salientou o parlamentar.

O parlamentar enumerou também outros problemas como os relacionados à Enel, GoiásPrev e o repasse de verbas para hospitais e instituições filantrópicas, como Materno Infantil e Vila São cotolengo. “Só quero dizer que é necessário separar o joio do trigo. O governo concedeu incentivos à Enel, com autorização desta Casa, no valor de 6 bilhões. Mas agora, se depender de grande parte desta Casa, este dinheiro vai voltar para os cofres do Estado. Quem está pagando pela irresponsabilidade do governo anterior é o funcionalismo público. Se existe um caloteiro neste Estado, ele não se chama Ronaldo Caiado. Podem ter certeza disto”, ressaltou.

Amauri também elogiou a atual gestão do Estado. “O Governo cumpriu compromissos e passou 11 milhões para os municípios. Ontem estive na antiga Agetop e o presidente do órgão, Ênio Caiado, me informou que está sem recursos. A secretaria Economia deu prioridade para Saúde e salários do funcionalismo”, afirmou.

O deputado Major Araújo (PRP) subiu à tribuna durante a Ordem do Dia desta quarta-feira, 27, para, mais uma vez, comemorar a aprovação do projeto de lei nº 625/18, desta vez em segunda e definitiva votação. “Vocês são um exemplo de resistência”, iniciou o parlamentar, destacando a força que manteve vários desses concursados em seus cargos, com esperança de lograrem melhor condições salariais após as eleições de 2018. “Vocês resistiram e hoje estão sendo contemplados com o fim dessa humilhação”, continuou Major Araújo, que disse que mesmo antes de entrar para a PM-GO jamais percebeu remuneração de um salário mínimo e meio. “Nunca senti na pele o que é isso, mas vocês sentiram”, concluiu.

Major Araújo, já deputado em 2016, afirmou ter votado contra a criação da 3ª classe, proposta pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB). “Não sou cúmplice. Tentei evitar essa tragédia”, afirmou. Hoje base do governo de Ronaldo Caiado (DEM), o parlamentar afirmou que só votará com o Executivo enquanto os interesses deste convergirem com os interesses dos servidores.

 
 
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