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Major Araújo critica colegas que retiram suas assinaturas de CPIs

28 de Fevereiro de 2019 às 10:27

Ao fazer uso da palavra durante discussão de matéria na sessão ordinária desta quinta-feira, 28, o deputado Major Araújo (PRP) defendeu  a instauração das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e criticou deputados que assinam e depois retiram suas assinaturas para a instalação de investigação. “O deputado que tirar a assinatura desta CPI dos incentivos fiscais já fica sob suspeita”, afirmou.

Major Araújo concedeu um aparte ao deputado Tião Caroço (PSDB), que também defendeu que, uma vez assinada uma CPI, não deve mais ser retirada a assinatura. Araújo disse que irá entrar com um projeto de resolução para sanar esse tipo de ocorrência. “Quem assinou, será obrigado a ficar até o fim, não tem como retirar”, afirmou.

"Essa CPI dos incentivos fiscais precisa ser aberta e o empresário que entrar para fazer lobby, para fazer retirada de assinatura, merece ser algemado e preso”, disse Major Araújo, em alusão a fatos ocorridos em instalação de CPIs anteriores. Ele reiterou que essa CPI “é a mais importante da Casa durante sua história”. Além disso, alertou os colegas que possam querer retirar suas assinaturas, que as informações atualmente são propagadas com mais rapidez. “Hoje a população sabe de tudo e muito rápido.”

Incentivos fiscais

Major Araújo disse que, com base em informações divulgadas pelos jornais de circulação nacional, Goiás abre mão de 33% da sua arrecadação com incentivos fiscais. “Quem condenou esse porcentual não fomos nós. Foram os jornais de circulação nacional, que colocaram um gráfico com os Estados que mais praticam incentivos”, apontou. “Não dá para o povo goiano pagar imposto altíssimo aqui, o ICMS e o Governo dar para empresário.”

O deputado disse ainda conhecer empresa que se transformou em rede nacional graças aos benefícios gerados por meio dos incentivos fiscais, que possibilitaram um crescimento de 11 para mais de 200 filiais. “Às custas do nosso dinheiro, por meio do incentivo para gerar emprego e renda aqui, essa empresa cresce em outros locais”, criticou.

Em aparte, o parlamentar Amauri Ribeiro (PRP) também questionou os benefícios que são trazidos para Goiás a título de geração de emprego e renda, ao exemplificar a permissionária Enel, que comprou a Celg. “Ela recebeu incentivo de 29 anos”, disse.

O deputado contou ter sido procurado por empresários que prestavam serviço para a Enel, mas que hoje não mais atendem à empresa, que passou a buscar fornecedores em outros Estados. “A Enel tem é trazido desemprego em Goiás”, complementou Ribeiro.

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