Coordenadora do Projeto Cidade afirma que transporte coletivo está em um círculo vicioso negativo
Durante reunião pública que discute situação do transporte público em Goiás, a coordenadora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação, Projeto e Cidade da Universidade Federal de Goiás (UFG), Érika Cristine Kneib, fez uso da palavra para debater os problemas que devem ser enfrentados em relação ao transporte coletivo.
A pesquisadora lembra que o transporte coletivo é um serviço essencial. “É o único modo motorizado capaz de construir uma cidade melhor. Sabemos que os desafios são muitos, ainda mais quando chegam a regiões metropolitanas”, disse.
Érika citou a Lei Complementar 27 de 1999 que instituiu a Rede da Região Metropolitana de Goiânia. Ela destaca que esse dispositivo legal é muito importante. “Esse processo de metropolização da região não foi só concebido, mas consolidado como uma rede pública e integrada. Precisamos ter carinho e cuidado ao falar dessa rede, pois ela é muito importante e uma conquista. Mas, nesses 20 anos muitas coisas mudaram e tudo trouxe impactos para a rede de transporte público”, destacou.
Segundo ela, o transporte público está passando por um círculo vicioso. “Perdeu confiabilidade, perdeu usuários, perdeu qualidade. Esse círculo precisa ser acabado. Em 2015 foi aprovado o Estatuto da Metrópole que fala sobre a situação de o transporte público ser de responsabilidade de uma rede grande. A não participação do Estado causará um rompimento de rede e se isso ocorrer pode acarretar um caos para a Região Metropolitana.”
Érika Kneib citou que em 2014 o Governo de Goiás contratou a UFG para fazer o Plano da Região Metropolitana de Goiânia que, segundo ela, foi um processo muito amplo. “Esse projeto resume até as diretrizes para a melhoria do transporte público. Convido todos a conhecerem esse documento que apresenta diretrizes estruturais e complexas. Mesmo que sejam difíceis de serem implementadas, é preciso pois precisamos enfrentar essa situação”, concluiu.