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Delegada e coordenadora do Núcleo da Infância e Juventude falam durante audiência pública

03 de Abril de 2019 às 11:00

A titular da Delegacia da Mulher, Paola Meotti, falou durante audiência pública que discute “Violência nas Escolas”, de iniciativa do deputado Jeferson Rodrigues (PRB). O evento tem lugar no Auditório Costa Lima da Casa, na manhã desta quarta-feira, 3.

A delegada afirmou que é importante analisar, inclusive, psicologicamente, a forma como os adolescentes estão sendo criados, pois, segundo ela,  eles crescem sem saber superar fracassos do dia a dia. Ela analisa que a escola é um espelho da nossa sociedade.

Paola Meotti afirma que a sociedade é extremamente violenta, e a escola reflete isso também. "Se não analisarmos de forma profunda — diz a policial —, nós vamos apenas tangenciar o problema. Temos que utilizar psicologia, psicanálise para analisarmos a psique humana."

A delegada analisa que os adolescentes hoje, estão sendo criados com os limites muito rasos, então, como não têm limite em casa, o super-ego deles fica muito fragilizado. "Dessa forma, eles não têm capacidade para lidar com frustrações, e quando recebem o primeiro não da namorada, querem cometer suicídio. Quando eles dão de frente com o fracasso social eles não consegue lidar com isso. O mundo fica pesado para quem não consegue superar frustrações, que fazem parte da nosso dia a dia.

Pluralidade

Também participando da audiência, a defensora pública e coordenadora do Núcleo da Infância e Juventude, Bruna Xavier, disse que é importante voltar a educação de tolerância e desvincular a segurança das escolas da segurança pública, de forma a ensinar pluralidade e diversidade nas escolas.

“Acredito que esse assunto tem que partir do âmbito escolar de fato. Lógico que é importante o papel da polícia e da responsabilização após um caso trágico, mas, em primeiro lugar, precisamos trazer a questão de ensino como solução para essa violência. A Lei de Diretrizes e Base da Educação, n° 9394/96, traz o ensino além da formalidade da escola, prevendo a liberdade do adolescente e do professor. Traz como princípio a tolerância, a pluralidade de opiniões. As vezes nós vamos em contrapartida a essa pluralidade”, afirmou.

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