CCJ aprova projeto que beneficia acidentados com Césio 137
Os deputados membros da CCJ aprovaram, neste momento, o projeto de lei 1254/19, de autoria do deputado Bruno Peixoto (MDB), que tem como objetivo equiparar o salário dos militares inativos radioacidentados ao dos servidores ativos. Essa regulamentação será aplicada tanto ao órgão da Polícia Militar, quanto ao do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás.
O acidente com o césio-137 foi um episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no centro de Goiânia, em Goiás. A contaminação teve início quando um aparelho utilizado em radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, e foi classificada como nível 6 de 7, na Escala Internacional de Acidentes Nucleares.
De acordo com o projeto, os militares que atuaram durante o acidente radiológico de Goiânia, também vítimas do césio-137, foram “reconhecidos” pelo Estado de Goiás como radioacidentados e aposentados. Dessa forma, foram encaminhados para a inatividade e receberam salário proporcional.
“Estes servidores, dignos de reconhecimento, evitaram que o desastre tivesse efeitos ainda maiores, arriscando o corpo e a saúde física em prol da sociedade, mas sofreram os efeitos desse ato. Com o objetivo de dar real reconhecimento a estes militares que hoje, sofrem com graves doenças desencadeadas e que cujos os efeitos atingiram seus descendentes, esta propositura visa equiparar os proventos destes aos dos servidores ativos, ocupantes do mesmo posto ou graduação”, justifica Bruno.
Durante a votação, o deputado Major Araújo fez uso da palavra e se manifestou a favor da matéria. “Conseguimos alguns avanços, mas a reparação que o Estado tem de fazer é muito lenta. Quero cumprimentar o deputado Bruno pela iniciativa e os deputados que apresentaram emendas", disse.
De acordo com o parlamentar, as promoções beneficiaram apenas os militares mas outros servidores, como os da Saúde e os do Crisa, também teriam que ser contemplados. “Muitos destes servidores ocupam quase totalidade de seus salários com remédios. Trabalhei durante o acidente. Tenho colegas que ficaram com sequelas graves por ter trabalhado no depósito provisório. Espero que o governador não vete esta matéria", ressaltou.