Professor diz que sistematização de textos constitucionais foi perversa com minorias
Representando a Universidade Federal de Goiás (UFG), o professor Yussef Daibert Salomão de Campos participa da audiência pública que debate temas de interesse dos índígenas, evento que está sendo realizada na Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 9. O acadêmico discorreu sobre pesquisa que realizou, inclusive nos anais da Assembleia Legislativa de Goiás, intitulada “A tensão entre memória e história na Constituição Estadual de Goiás: O patrimônio cultural como área de conflito, apresentado na condição de debater as dificuldades legislativas de apropriação de temas ligados à memória e à história”.
Yussef ressaltou que a abordagem da pesquisa parte da análise centrada na experiência que ocorreu com a Assembleia Nacional Constituinte (1987-88), tema do doutorado dele, e como isso refletiu na redação na esfera estadual. Abordou questões como reconhecimento de manifestações culturais marginalizadas, como as indígenas e afro-brasileiras, aliadas ao (não) reconhecimento de posse e propriedade de assentamentos e quilombos. Enfim, o projeto aponta similitudes entre as Cartas Federal e Estadual.
Segundo o professor, a sistematização dos textos constitucionais já foi perversa com as minorias, ao exemplo dos povos indígenas. Ele agradeceu a oportunidade que teve de pesquisar o acervo do Poder Legislativo e desafiou os deputados estaduais a digitalizar esse acervo, em parceria com a UFG.