Comissão de Saúde confere realidade do Hospital Materno Infantil
Os deputados Gustavo Sebba (PSDB), presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social e Coronel Adailton (PP), estiveram na manhã desta terça-feira, 9, em visita técnica ao Hospital Materno Infantil (HMI). Na ocasião, os parlamentares puderam verificar as condições e pontuarem as principais demandas junto à Diretoria Regional da unidade.
Os legisladores foram uníssonos ao salientar a qualidade dos profissionais que se dedicam ao atendimento na unidade, no que foram respaldados pela diretora Regional do Instituto Goiano de Humanização (IGH), Rita de Cássia Leal.
Ela relembrou a fala de Sara Gardênia, diretora técnica da unidade. “Sara foi muito feliz ao afirmar que ‘o que segura a estrutura do Materno não são as paredes, são os profissionais que aqui trabalham. Porque a gente está aqui para salvar vidas e a gente vai seguir firme na nossa missão'”, disse.
Demanda de atendimento X estrutura
Gustavo Sebba fez balanço das principais demandas da unidade, que são principalmente, o volume de pacientes, em contrapartida com a falta de espaço físico, capaz de atender esta demanda. “Isto acaba gerando os problemas que temos visto, como crianças aguardando atendimento nos corredores”, avaliou.
Outro ponto observado pelo parlamentar é que a unidade recebe, tanto pacientes graves, quanto aqueles que necessitam de atendimento em casos de menor complexidade.
“Muitos casos poderiam ser atendidos pela assistência básica dos municípios. Isto é um problema crônico no País, e sobrecarrega a unidade”, afirmou Sebba.
Regulação
O parlamentar, ao relembrar o compromisso do Governo Estadual em abrir leitos no Hugol, afirmou que, “se as vagas forem abertas podem, com isto, desafogar o Materno, desde que estas não sejam passadas para o Sistema de Regulação”, apontou.
O deputado tucano disse ainda que a Comissão de Saúde irá fazer um levantamento de todos os dados da unidade, para buscar encaminhamentos junto às autoridades que possam minimizar os problemas do hospital. “Sabemos, por exemplo, que a produtividade da unidade é acima do que seria a meta de trabalho”, informou.
Segundo Sebba, “as unidades internas estão lotadas, sendo que por elas respondem uma mesma equipe de atendimento, o que compromete a qualidade do serviço prestado”. O parlamentar enfatiza ainda que “o hospital tem um quadro de profissionais altamente qualificados, oferece um atendimento humanizado, e tem feito de tudo para atender a demanda que chega nesta unidade”, reiterou.
Gustavo Sebba salientou ainda que o hospital necessita de uma atenção especial por parte do Governo. “Entendo que a situação precisa de uma intervenção urgente, com intuito de regularizar os repasses financeiros, de medicamentos e também que seja reconhecida produtividade dos profissionais”, esclareceu.
Realidade
Segundo Rita de Cássia, a superlotação do Materno Infantil de fato não é só de hoje. “É uma realidade que vivenciamos diuturnamente e vem se agravando ao longo do tempo”, pontuou.
A diretora regional rememora que a discussão sobre a demanda no HMI teve início em 2015, “quando ocorreu um grande estrangulamento no setor de pediatria”. Para a gestora, a situação hoje é semelhante, mas conta com atenuante de perspectivas para solucionar os problemas. “Agora estamos visualizando uma situação em que temos horizontes, com o apoio do secretário de Saúde, do governador Caiado, do MP, do Cremego e do Conselho Tutelar. Todos entendem qual é a função do hospital”, explicou.
Segundo Rita de Cássia, a resposta vem na forma do compromisso da abertura dos dois leitos de UTI Pediátricas no Hugol e de 43 leitos de enfermaria pediátrica. Destes, 12 serão cirúrgicos, “o que trará mais eficiência na assistência, dignidade aos nossos usuários, aos pacientes que aqui são assistidos”, apontou.
“Estamos muito felizes com a postura adotada pela atual gestão em reconhecer que a gente precisa de ajuda para desafogar o Hospital Materno Infantil, que hoje é a porta de entrada no Sistema Único de Saúde”, reiterou.
Mais segurança
O deputado Coronel Adailton ressaltou o trabalho da equipe da unidade de saúde. ”A humanização com que tratam os pacientes e o trabalho realizado é exemplar, precisamos enaltecer sempre”, avaliou.
Além de pontuar a necessidade de aporte financeiro para o custeio da unidade, o deputado comprometeu-se a trabalhar a fim de oferecer maior segurança aos profissionais que trabalham no HMI. “Me foi colocado pela diretoria do hospital que enfermeiras e médicos já foram agredidos por pacientes e parentes. Diante disso, vou levar o assunto adiante”, considerou.
O parlamentar afirmou que irá levar a demanda da Diretoria do Hospital ao secretário de Segurança Pública, ao Governo do Estado e ao Comando da Polícia Militar, “a quem cabe o policiamento extensivo, de proximidade, para que a polícia esteja à disposição da diretoria e dos servidores deste hospital”, salientou.
Também participaram da visita Márcio Gramosa da Encarnação diretor-geral do HMI, Cláudio Fleury Cavalcante gerente de Operações, Sara Gardênia diretora Técnica do HMI, e Jacqueline Lima e Anair Gomes, respectivamente secretária e assessora da Comissão de Saúde da Alego.
De acordo com levantamento fornecido pelo hospital, diariamente são realizadas cerca de 24 internações. Destas, duas em clínica cirúrgica, 11 em obstetrícia e 10 em pediatria.
A unidade realiza cerca de 136 atendimentos de urgência e emergência diariamente. Do total, 46 são pronto-socorro da mulher e 90 em pronto-socorro pediátrico. A atividade ambulatorial geral é de, em média 93 por dia, destas 69 são consultas médicas e 24 não médicas.