Em parceria com o IBGE, presidente da Assembleia, José Vitti, lança Censo Agro 2017 nesta quarta-feira, 4
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PSDB), juntamente com o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, Daniel Messac (PSDB) lançou na manhã desta quarta-feira, 4, o “Censo Agro 2017”, em uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além dos deputados, estiveram presentes na cerimônia também o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira; o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Élcio Perpétuo Guimarães; o superintendente Executivo de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento, Antônio Flávio Camilo.
Também esteve presente o ex-deputado estadual e produtor agrícola, Ricardo Yano; o representante da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Edson Alves Novaes; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Francisco Pontes; e o coordenador técnico do Censo Agro, Daniel Ribeiro de Oliveira.
José Vitti afirmou que a Assembleia está honrada em poder realizar o lançamento do Censo Agro e que essa pesquisa é de grande relevância. “É de fundamental importância, informação é tudo. Um Censo no que tange o agronegócio para o nosso Estado é importante para sabermos a realidade que vivem as famílias do campo. Tendo isso vamos poder desenvolver políticas públicas bem determinadas a cada segmento”.
O presidente da Casa de Leis explicou que a parceria ajustada entre Poder Legislativo e IBGE vai facilitar muito o trabalho dos recenseadores. “Nós somos um Estado eminentemente voltado ao agronegócio. Temos aqui na Casa parlamentares ligados a todos os quatro cantos do Estado, de maneira a levar essa informação aos municípios que representam, aos prefeitos, vereadores e lideranças para que informem os moradores do campo sobre o Censo Agro e eles possam receber bem os recenseadores”, frisou.
Na oportunidade o deputado Daniel Messac, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, explicou como foi feita a negociação para que houvesse a parceria entre Poder Legislativo e IBGE. “A Comissão da Agricultura tem um foco principal que é realmente o agronegócio e dentre as várias atividades, nós buscamos a construção dessa parceria junto ao IBGE. Porque o Censo Agro é de extrema importância, pois vai mapear tudo aquilo que está acontecendo dentro do Estado de Goiás, vai trazer uma radiografia com muita clareza de tudo que é produzido e por quem é produzido”.
Para o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, a importância de se realizar esse censo vem, principalmente, da necessidade de atualização de dados. “O IBGE realiza censos de 10 em 10 anos, então, as informações que a sociedade tem pra trabalhar hoje de dados agropecuários são de 2006. Todos esses dados novos que o IBGE vai trazer serão de suma importância para que um órgão como a Assembleia, o Governo do Estado, instituições também privadas, possam tomar decisões com base em dados mais precisos”.
Edson acredita no potencial do Estado de Goiás em termos de agronegócio. “O setor agropecuário é um setor muito importante para o Brasil, mas para o Estado de Goiás é mais importante ainda. Vários municípios do Estado se destacam em nível nacional dentre os principais produtores agropecuários. A participação do Estado em termos de agropecuária é duas vezes maior do que a do Brasil, quando consideramos o PIB”.
Ele afirma que um evento como esse é muito importante no sentido de dar transparência e visibilidade ao Censo Agro. “O IBGE vai a todas as propriedades agropecuárias de zonas urbanas e zonas rurais. Algumas delas são muito distantes e é super importante que a gente tenha visibilidade, com isso esperamos que o técnico do IBGE seja melhor recebido e também que se tenha mais conhecimento desse trabalho e com isso nós possamos reduzir os problemas de segurança que as pessoas tem no campo e que acaba dificultando o acesso do IBGE nessas áreas”.
Edson ainda explica que a parceria com a Alego é relevante para facilitar o acesso do Censo às propriedades. “O IBGE contava com o orçamento de R$ 1,6 bilhão para fazer esse censo e agora foi reduzido para R$ 770 milhões. Então, nós contamos com todos os órgãos parceiros do IBGE para divulgar essa operação que é tão importante para o país e para Goiás”, disse.
De acordo com ele a estrutura que o IBGE tem em Goiás é grande e para esse Censo a quantidade de servidores vai triplicar. “No Estado de Goiás nós temos 55 postos de coleta e 32 gerências regionais. Esses postos em conjunto têm 205 supervisores e tem também 691 recenseadores. É uma estrutura grande, o quadro está praticamente triplicando. Temos um quadro de 600 servidores e só para o Censo Agro nós estamos contratando cerca de 900”, contou.
Complementando a fala do superintendente, o coordenador técnico do Censo Agro, Daniel Ribeiro de Oliveira, contou que alguns proprietários ficam com receio de receber o recenseador, porém, ele pede que tenham cuidado mas que não deixem de colaborar. “Pedimos para que os proprietários rurais tenham confiança no recenseador, identifique-o por uma questão de segurança. Todos os seus equipamentos de trabalhos estão identificados com a marca do IBGE. É preciso ter cuidado, mas é muito importante que dediquem um tempo para atender nosso servidor”, disse.
A coleta de dados será executada de outubro de 2017 a fevereiro de 2018, adotando-se como referência o período de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017, ao qual deverão estar relacionados os dados sobre a propriedade, produção, área, pessoal ocupado, etc. A data de referência adotada para a pesquisa é 30 de setembro de 2017, à qual estarão referidas as informações sobre estoques, efetivos da pecuária, da lavoura permanente e da silvicultura, entre outras totalizações.
O censo irá percorrer por inteiro a área rural do Estado de Goiás, com cerca de 340 mil km² de território heterogêneo e, muitas vezes, de difícil acesso.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Francisco Pontes, falou do valor que essa pesquisa tem para o Estado. “Toda a gestão necessita de base de dados para que as ações sejam dirigidas com segurança e pontualidade. Esse Censo vem para atualizar toda a nossa base de dados agropecuário, nossas propriedades rurais, pra que possamos desenvolver ações seguras”, argumentou.
Para o pequeno produtor, o secretário explica que há ações conjuntas com o Ministério da Agricultura que beneficiam seu trabalho. “Com o Ministério da Agricultura, com o Ministério das Cidades levamos benefícios aos pequenos produtores rurais, à agricultura familiar. Esse Censo vai trazer a radiografia exata das nossas propriedades, dos nossos pequenos produtores e então, essas ações serão facilitadas”, disse.
Ele ainda informou que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação vai beneficiar os pequenos produtores com R$ 40 milhões por meio de convênio. “A Secretaria vai beneficiar a agricultura familiar com orçamento de R$ 40 milhões. Vamos identificar cada pequena propriedade e analisar suas demandas”, concluiu.
Ricardo Yano, que é produtor rural e já foi deputado estadual, falou sobre os benefícios que a pesquisa poderá fornecer aos produtores. “Vamos começar a entender o que temos em termos de população de animais, o que nós produzimos. Tudo isso, para que nós, produtores, possamos nos programar em termos de venda e produção. Isso vai nos dar condição de aumentar ou diminuir algum produto que esteja com excesso em termos de oferta”.
Ele ainda frisou a importância de mostrar, por meio do Censo Agro, o potencial de Goiás para o Brasil. “O país ainda não conhece o potencial que temos em termos de agronegócio. A partir daí, vamos começar a entender e a valorizar cada vez mais o nosso produtor e nosso produto”.
O evento ocorreu no salão nobre da Casa de Leis.