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CPI da Celg

22 de Março de 2010 às 10:34
Humberto Aidar apresenta relatório e destaca importância da venda de geradoras para o endividamento da Celg.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos, Humberto Aidar (PT), apresenta na manhã desta segunda-feira, 22, as considerações gerais do relatório final que entregou para os deputados-membros. O petista elencou uma série de fatos relevantes que interferiram na vida da Companhia, como a venda de geradoras e o abuso de financiamentos bancários.

Humberto Aidar apresentou, em pormenores, números relacionados ao processo de transferência da Usina de Corumbá I, incluindo valores relacionados a empréstimos e dívidas que não entraram em encontro de contas após a geradora ser repassada à Furnas. O petista apontou ainda o processo de construção, consolidação e privatização de todas as etapas de Cachoeira Dourada.

"Produzir energia elétrica deixou de ser prioridade pelo acionista majoritário e sua privatização atendeu às necessidades de fornecer caixa para o Governo. Após a venda de Cachoeira Dourada, a Celg se viu obrigada a adquirir energia elétrica da concessionária adquirente, cujos valores eram aproximadamente 53% superiores aos praticados por outros geradoras", relatou o petista.

Humberto Aidar disse que a Endesa, que adquiriu a usina de Cachoeira Dourada, resgatou aproximadamente 39% do investimento de compra de R$ 820 milhões em apenas cinco anos. De acordo com ele, a venda da usina gerou saída total R$ 2,5 bilhões da Celg.

"Os depoimentos indicam que a venda de Cachoeira Dourada foi fato determinante para a situação de endividamento da Celg. A informação é corroborada pela Fipe, que em seu relatório indica o impacto da venda da usina e a compra de energia elétrica, por força de contrato, a preço superior de mercado", afirmou Humberto Aidar.  

Acessível

Humberto Aidar disse que não possui conhecimento de outra CPI que tenha trabalhado tanto e que conseguiu mostrar, ao seu final, um trabalho tão positivo. De acordo com ele, ao longo dos 200 dias de atividades, o relatório será acessível a qualquer cidadão, que poderá acompanhar de maneira resumida tudo o que aconteceu na Celg ao longo de 25 anos.

"Conseguimos condensar no relatório tudo o que aconteceu na CPI neste período. Realizamos um histórico sobre a CPI, a metodologia, as reuniões, os documentos do acervo, os convocados, os convidados, as testemunhas e os demais relatórios; apontamos pontos importantes dos depoimentos e acrescentamos os anexos", afirmou o petista.

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