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Procissão do Fogaréu deve se consolidar como maior evento de turismo religioso da Quinta-feira Santa do Brasil

31 de Março de 2026 às 14:14
Procissão do Fogaréu deve se consolidar como maior evento de turismo religioso da Quinta-feira Santa do Brasil

Celebrada há 280 anos, a Procissão do Fogaréu da Cidade de Goiás caminha para se tornar a manifestação de turismo religioso mais importante da Quinta-Feira Santa em todo o Brasil. Para 2026, a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (OVAT), entidade que organiza o evento, estima que 50 mil turistas visitem Goiás para assistir à encenação da prisão de Cristo. Se confirmado, o número supera o índice levantado pela Polícia Militar no ano passado em 10 mil pessoas. 

De acordo com o presidente da OVAT, Guilherme Antônio de Siqueira, para este ano, a entidade recebeu um total de investimentos orçado em R$ 280 mil: R$ 200 mil do Governo de Goiás, sob a forma de infraestrutura e equipamentos, e R$ 80 mil em emendas parlamentares direcionadas pelo deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade), presidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Em 2025, o aporte de recursos tornou possível o aumento do número de farricocos, de 40 para 60, quantidade que vai ser mantida neste ano. 

A Procissão do Fogaréu foi reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial dos Goianos pela Lei 21.855, de 2023, de autoria do Coronel Adailton. O marco legal é considerado relevante, pois a definição do status legal da manifestação de cultura religiosa é o primeiro caminho para, entre outros processos, a geração de toda uma cadeia de atividades com chancela de origem. 

“A ideia é aumentar ainda mais o apoio e os incentivos à Procissão do Fogaréu, para que ela se consolide como uma festa de prestígio nacional. Isso ela já tem. Também queremos desenvolver o turismo em torno da Semana Santa em Goiás, e fazer das atividades em torno dela uma ferramenta de promoção do desenvolvimento”, observa o parlamentar. 

Realizado pela primeira vez em 1745, o evento goiano deu origem a similares espalhados por vários estados brasileiros como o Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para identificar e organizar as outras manifestações do país, foi realizado na Cidade de Goiás um Encontro Nacional de Fogaréus em setembro de 2025. 

“O mais curioso foi observar que em cada lugar há uma particularidade. Em Outro Preto, por exemplo, os farricocos não usam o chapéu pontiagudo. Em Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, eles usam capuzes vermelhos. No Maranhão, o chapéu é roxo. Mas a matriz de todas as manifestações é a nossa, porque é a mais antiga”, informa o presidente da OVAT. 

Reconhecimento nacional 

Na esteira desse processo de nacionalização, está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 2.019, de autoria do deputado federal Zacharias Calil (MDB), que reconhece a Procissão do Fogaréu como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil. “Para nós seria muito bem-vindo. O Fogaréu é muito acolhedor. As pessoas que se envolvem são todas voluntárias. Pertencem a todas as classes sociais. Há um entusiasmo muito grande em mostrar as nossas tradições para todo o país”, salienta Guilherme.

Gabinete Dep. Coronel Adailton Conteúdo de responsabilidade do deputado e sua assessoria de imprensa, não representando opinião ou conteúdo institucional da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
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