Notícias dos Gabinetes
Cristiano Galindo propõe campanha de conscientização sobre uso indiscriminado de Mounjaro em Goiás
O deputado estadual Cristiano Galindo (SD) apresentou, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), um projeto de lei que institui uma campanha de conscientização sobre o uso indiscriminado do medicamento Mounjaro (tirzepatida) no estado.
A proposta, que está em tramitação na Casa, surge diante do aumento da procura pelo medicamento, principalmente para fins estéticos e de emagrecimento rápido, muitas vezes sem prescrição ou acompanhamento profissional. Segundo o parlamentar, o objetivo é garantir que a população tenha acesso à informação correta sobre os riscos envolvidos.
“O Mounjaro é um medicamento sério, indicado para situações específicas, e não pode ser utilizado de forma indiscriminada. Precisamos orientar a população para evitar riscos à saúde”, destacou o deputado.
O projeto prevê a realização de ações educativas, como campanhas em redes sociais, televisão, rádio e outros meios de comunicação, além da produção de cartilhas, vídeos explicativos e a fixação de cartazes informativos em estabelecimentos que comercializam o medicamento.
De acordo com o texto, a campanha tem como foco alertar sobre as consequências da automedicação e reforçar a importância do uso responsável, sempre com acompanhamento médico. “A informação é a melhor forma de prevenção. Quando a gente conscientiza, evita problemas maiores e protege a saúde das pessoas”, afirmou Galindo.
Na justificativa, o deputado ressalta que o uso inadequado da tirzepatida pode causar efeitos adversos e complicações metabólicas, especialmente quando feito sem avaliação clínica. Ele também aponta que a disseminação de informações imprecisas nas redes sociais tem contribuído para a banalização do uso do medicamento.
Para o parlamentar, a iniciativa não busca restringir o acesso ao tratamento, mas assegurar que ele seja feito com segurança. “Não se trata de impedir o uso, mas de garantir que ele aconteça da forma correta, com orientação profissional e responsabilidade”, finalizou.