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Notícias dos Gabinetes
Isaura Lemos fala sobre a Marcha das Margaridas na TV Assembleia

15 de Agosto de 2011 às 12:56

A deputada Isaura Lemos (PDT), presidente da Comissão de Habitação, Reforma Agrária e Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, participou, na manhã desta segunda-feira, 15, da gravação do programa Opinião, da TV Assembleia, sobre a Marcha das Margaridas. Ana Maria Dias Caetano, secretária de Mulheres da Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado de Goiás (Fetaeg), também participou do debate.

 

Sob o comando da jornalista Patrícia Lee, o programa é dividido em três blocos de dez minutos cada. A exibição desta edição será hoje, segunda-feira, às 20 horas, com reprises durante toda a semana em horários alternativos, dentro da programação da TV Assembleia, canal 8, da NET.

 

A deputada Isaura Lemos irá participar, em Anápolis, nesta terça-feira, 16, às 8 horas, do ato político que marca a concentração das trabalhadoras rurais do Centro-Oeste para Marcha das Margaridas. Na quarta-feira, 17, Isaura Lemos se encontrará com as manifestantes em Brasília. Cerca de 100 mil trabalhadoras rurais de todo o Brasil engrossarão, amanhã, 16, e terça-feira, 17, a Marcha das Margaridas, cujo destino é a Capital Federal. Elas querem entregar uma pauta de reivindicações com 168 pontos para a presidente Dilma Roussef.

 

Isaura Lemos é defensora dos direitos das trabalhadoras rurais. “Representamos essas mulheres para que as políticas públicas possam atendê-las. Precisamos estar unidas para isso”, afirma a deputada, que foi trabalhadora rural na época da ditadura militar.

 

A Marcha das Margaridas conta com o apoio de Isaura Lemos. Realizada desde o ano de 2000, a Marcha tem revelado grande capacidade de mobilização e organização dessas mulheres comprometidas com a agricultura familiar. "Cerca de 70% dos alimentos e 70% dos empregos no campo vêm da agricultura familiar. Temos que prestigiar as trabalhadoras rurais e ajudá-las a conquistar uma vida melhor, pois sabemos das dificuldades que elas enfrentam no campo. Elas precisam de uma atenção especial do Estado."

 

Conquistas

 

A mobilização das trabalhadoras rurais já proporcionou diversas conquistas. Entre elas, estão o Pronaf Mulher, linha para o financiamento de investimentos de propostas de crédito da mulher agricultora; a emissão do documento da terra em nome do casal, e não apenas do homem; e o Programa Nacional de Documentação das Trabalhadoras Rurais (PNDTR), uma ação fundamental para a inclusão social das trabalhadoras rurais, seja na reforma agrária ou na agricultura familiar, que possibilita a emissão gratuita de documentos civis, trabalhistas e de acesso aos direitos previdenciários por meio de mutirões itinerantes de documentação.

 

Ação estratégica

 

A Marcha é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta, que integra a agenda permanente do Movimento Sindical de Trabalhadores Rurais (MSTTR) e de movimentos formados por mulheres. “Seu caráter formativo, de denúncia e pressão, mas também de proposição, diálogo e negociação política com o Estado, tornou-a amplamente reconhecida como a maior e mais afetiva ação das mulheres no Brasil", disse a deputada Isaura Lemos.

 

O movimento das trabalhadoras rurais se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista, com grandes mobilizações nacionais nos anos de 2000, 2003 e 2007. Agora, em  2011, sua plataforma política com o lema "Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade" parte da constatação de que a pobreza, a desigualdade, a opressão e a violência predominam entre as trabalhadoras do campo e da floresta. E, para reverter essa situação, faz-se necessário e urgente um conjunto de ações e medidas estruturantes que componham, articuladamente, um projeto de desenvolvimento que reconheça as mulheres como sujeitos políticos e em seu protagonismo econômico, político, social e cultural.

 

Um legado e uma homenagem

 

Dirigente sindical, Margarida Maria Alves (1943-1983) é o grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Estado da Paraíba. À frente do sindicato, fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba, em 12 de agosto de 1983.

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