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Notícias dos Gabinetes
Isaura Lemos se reúne com famílias do MLCP na Secretaria de Habitação

01 de Dezembro de 2011 às 16:42

A deputada Isaura Lemos (PCdoB), presidente da Comissão de Habitação, Reforma Agrária e Urbana da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, se reuniu com as famílias do Movimento de Luta pela Casa Própria (MLCP), na manhã da última terça-feira, 29, no pátio da Secretaria Municipal de Habitação, na Cidade Jardim. Elas pedem que o prefeito Paulo Garcia resgate o compromisso feito pelo então prefeito Íris Rezende, referente ao programa de moradia.

As famílias, acompanhadas de Isaura Lemos, foram recebidas pelo secretário de Habitação, Paulo Borges, que determinou à sua assessoria que fizesse uma agenda para verificar caso a caso. O secretário convidou a coordenação do MLCP para participar, junto de sua assessoria, da elaboração da agenda, nesta quinta-feira, 1º de dezembro.

Ao todo, são 400 famílias que aguardam a tão sonhada casa própria. Elas se reúnem todas as manhãs de terça-feira, no pátio da Habitação. “Essas famílias decidiram, em assembleia, se reunir às terças-feiras até serem contempladas pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’”, diz Isaura Lemos, uma das fundadoras do MLCP. 

As famílias já são cadastradas no "Minha Casa, Minha Vida", mas apenas uma parte delas passou pela triagem feita pela Secretaria Municipal de Habitação. Após a triagem, a Habitação remete a documentação do cadastrado à Caixa Econômica Federal, que analisa caso por caso. Só será contemplado com o benefício o cadastrado que atender todos os critérios do programa habitacional.

Mora de favor

Pedro Sousa Silva, 52 anos, auxiliar de produção, faz parte das 400 famílias ainda não contempladas pelo programa habitacional do Governo Federal. Cadastrado há 11 anos no MLCP, Pedro mora de favor na casa de uma amiga, a quem considera como uma mãe. Já morou de aluguel na mesma casa em que mora hoje. "Depois de não conseguir pagar o aluguel, a dona da casa passou a não me cobrar, porque reconheceu a minha dificuldade."

O auxiliar de produção ganha um salário mínimo por mês. “Tenho muitas despesas com remédios e alimentação. Não sobra dinheiro para pagar o financiamento de uma casa”, lamenta. Segundo ele, quando era funcionário do Departamento de Estradas e Rodagem do Município (Dermu), em 2005, - hoje, Agência Municipal de Obras (Amob) - , o ex-prefeito Iris Rezende enviou formulários para cadastrar todos os funcionários da Prefeitura que necessitassem de moradia junto à Habitação, mas o auxiliar de produção nunca conseguiu.

Paralisia infantil

O aposentado Antônio Novaes Santos, cadastrado há 14 anos no MLCP, também vive com dificuldades. Mora num barracão de quatro cômodos no Setor Garavelo B, e paga R$ 150 de aluguel. Tem um filho com paralisia infantil, que também é aposentado, mas toma medicação controlada e de alto custo. De acordo com Antônio, ele encontra os remédios na Farmácia do Povo, mas, muitas vezes, tem de pagar pelos medicamentos, porque nem sempre consegue a doação dos mesmos. "Tenho que pegar meu filho no colo para fazer tudo, é muito difícil porque minha casa não é adaptada para cadeirantes", conta.

“Talvez, muitas pessoas achem dois salários muita coisa, mas compro remédio para mim e meu filho, comida, pago aluguel, gasto com fraldas para o meu filho. Acontece de não ter dinheiro para comprar produtos de higiene pessoal”, desabafa.

Antônio Flora Edivirges, 70 anos, aposentado, também sofre por pagar aluguel. Com uma renda de um salário mínimo, gasta
R$ 230 com o aluguel. Antônio tem deficiência em uma das pernas por causa de um acidente de trabalho em garimpo, no Mato Grosso. Mora sozinho em um barracão no Setor Central. Gasta com medicamento para pressão alta e faz acompanhamento médico por conta de uma gastrite. Reclama da situação em que vive, já que o dinheiro mal dá para se sustentar.

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