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Notícias dos Gabinetes
Isaura Lemos participa da 2ª Conferência Nacional sobre Emancipação da Mulher

18 de Maio de 2012 às 16:29

A deputada estadual Isaura Lemos, presidente do PCdoB de Goiânia, participa, neste fim de semana, da II Conferência Nacional sobre Emancipação da Mulher, promovida pelo PCdoB, em Brasília. Esta é uma conferência de todo o partido, homens e mulheres comunistas, para abordar as questões e entraves à emancipação das mulheres na luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, e à nova luta pelo socialismo.

Em 2007, o PCdoB realizou sua primeira conferência nacional, mobilizando mais de 10 mil filiados em todo o Brasil e cerca de 800 pessoas em Goiás. Nos marcos de seus 90 anos e dos 80 anos da conquista do voto feminino, o PCdoB é o único partido político a convocar homens e mulheres para discutir a situação da mulher na sociedade, conforme as Resoluções de seu Comitê Central.

Em vários municípios brasileiros, foram realizados debates do documento-base que aborda questões e entraves à emancipação das mulheres, aprofunda as reflexões teóricas sobre os caminhos percorridos pelas mulheres na construção de sua emancipação, e identifica na situação vivida por elas, nos dias de hoje, os aportes necessários para o avanço rumo à igualdade e à equidade de gênero.

A deputada Isaura Lemos participou da etapa estadual realizada no último dia 5, no Auditório Carlos Eurico, da Câmara Municipal de Goiânia. Na oportunidade, foram eleitos os delegados e delegadas que irão participar da etapa nacional, e aprovada a composição do Fórum Estadual Permanente sobre a Emancipação da Mulher.

Na avaliação de Isaura Lemos, é preciso organização em todas as esferas: na luta dos trabalhadores, da juventude, e de representantes da moradia, da Educação e da Saúde. Também, segundo a deputada, é de suma importância fortalecer a participação das pessoas no enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Precisamos dar ferramentas para as mulheres se capacitarem e se qualificarem, estimulando a sua participação nos locais de trabalho, nas escolas, na faculdade, na política e nos espaços públicos e privados. É necessário conhecer a causa feminista e, com este conhecimento, pensar formas e instrumentos que fortaleçam nossa participação no planejamento governamental”, disse a deputada.
 
Dados sociais

No Brasil, as mulheres representam 51,3% dos habitantes, e hoje avançam em relação à população ocupada ou à procura de emprego. Contudo, o acesso a profissões mais qualificadas ainda é dificultado para as brasileiras. O trabalho informal é maior para elas, a dupla jornada de trabalho também. A média de dedicação em casa é de 18, 3 horas semanais, enquanto os homens que se dedicam aos afazeres domésticos somam 4,3 horas semanais.
 
A experiência histórica indica que as conquistas das mulheres só se dão em período de expansão democrática, sob pressão das próprias mulheres, contando com o apoio do pensamento avançado da sociedade.
 
Participação das mulheres na política

A inclusão da mulher na política é parte essencial da construção democrática e dever do Estado e da sociedade. Há 80 anos, mulheres garantiram o direito fundamental de participar da democracia no País, o voto feminino.
 
Apesar de elegermos uma mulher à Presidência do Brasil, os espaços de poder político ainda são ocupados por homens. Dos 513 deputados federais eleitos, somente 45 são mulheres. O PCdoB é o partido que registra maior participação feminina, com seis deputadas num total de 14 parlamentares comunistas. Das 26 capitais brasileiras, apenas duas prefeituras são administradas por mulheres.
 
O Governo Lula tirou da miséria 21,8 milhões de pessoas. Entretanto, segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a brecha entre ricos e pobres se reproduz há 25 anos: metade da renda total do Brasil está nas mãos dos 10% mais ricos, e os 50% mais pobres dividem entre si apenas 10% da riqueza nacional.
 
Um triste exemplo da miséria é que nos próximos dez minutos, dez mulheres no mundo vão morrer durante o parto e 210 crianças menores de cinco anos morrerão de doenças facilmente curáveis, sendo que uma análise mais profunda aponta que elas morrem por serem pobres.
 
Todos esses fatos levam a crer que a luta pela emancipação da mulher é tarefa de todos.

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