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Na CCJ, deputados defendem aprovação de projeto que autoriza extração de amianto em Goiás

16 de Maio de 2019 às 14:50

O projeto nº 2488/19 de autoria do deputado Rubens Marques (Pros), que autoriza a extração e o beneficiamento de amianto em Goiás domina as discussões da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

A reunião é acompanhada por representantes de Minaçu onde está localizada a mineradora Sama, que teve as atividades paralisadas depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro deste ano.

O líder do Governo, Bruno Peixoto (MDB), defendeu a aprovação da matéria. “Para os Estados Unidos é permitida a comercialização, na Europa e em vários lugares do mundo também. Mas, no Brasil não pode. Será que não tem nada por trás disso? Será quenão há interesse de nenhuma multinacional por trás disso?”, questionou.

O deputado Helio de Sousa (PSDB), que também é médico, relatou pela aprovação da matéria. "Essa empresa explora amianto há mais de 40 anos, recebeu recentemente visita do Senado Federal, que também está defendendo essa causa. Eu que sou médico há 45 anos desconheço casos de problemas de saúde que tenham sido causados pelo amianto”.

A mesma ideia é compartilhada pelo deputado Henrique Arantes (PTB). “Se o amianto matasse, mais da metade da população de Goiás teria morrido. Muitas das tubulações, no estado, as mais antigas que ainda não foram trocadas, são de amianto. Como que o povo bebe água que passa pelo cano e está vivo?”, indagou.

O deputado Talles Barreto (PSDB) afirmou que vai votar a favor do projeto, mas pediu cautela com o assunto. “Eu participei de algumas ações do MP e há comprovação de consequências em pessoas que trabalhavam lá dentro (da mineradora). Foram muitas pessoas que tiveram problema, que morreram por causa do amianto. Temos que tomar muito cuidado com relação a isso, porque estamos falando de vidas”.

Outros parlamentares que também são favoráveis a liberação do amianto, como Lêda Borges (PSDB) e Coronel Adailton (PP). Defenderam a tese de que a proibição da extração do mineral passa mais por questões comerciais do que de saúde pública.

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