HGG tem novas metas
A Comissão de Saúde e Promoção Social (CSPS) da Assembleia Legislativa de Goiás, presidida pelo deputado Gustavo Sebba (PSDB), realizou na manhã de hoje visita técnica ao Hospital Geral de Goiânia (HGG). O presidente da CSPS avaliou as mudanças desde a última vez em que esteve na unidade. “Estive aqui há dois anos e o que se constata é que esta unidade tem se aperfeiçoado cada vez mais.”
Sebba lembra que na primeira visita da Comissão, verificou-se que a unidade possuía certificação da ONA, nível 2. "Hoje tem e mantém o nível 3. O que comprova que ela realmente tem o compromisso com a qualidade, com a excelência do serviço prestado à comunidade e também na expansão, que é o que essa unidade tem feito, com modernização e ampliação”, enfatizou.
Expansão
“Agora a gente tem visto também que a unidade vai ter que aumentar a produtividade, como metas colocadas pela Secretaria de Estado da Saúde, e nós estamos acompanhando para poder ver como isso vai ser feito”, explicou o presidente da Comissão.
Gustavo Sebba salientou que irá acompanhar o processo para ver como irá ocorrer esse aumento de produtividade. “Queremos saber como vai acontecer essa adequação do hospital.” Ele observou, ainda, que a unidade permanece com a mesma estrutura física, considerada extremamente moderna, ampla e em constante evolução, o que tem feito parte do protocolo dela, de cada vez se aperfeiçoar mais nesse sentido.
Segundo o parlamentar, o aumento da produtividade será acompanhado pela Comissão. O intuito é que com as novas metas a serem atendidas, seja mantida a qualidade no atendimento. “Vamos acompanhar as dificuldades que a unidade possa ter e intermediar o diálogo junto à secretaria de Estado da Saúde, para que ela possa ser produtiva sem perder a principal característica, que é a qualidade do atendimento”, pontuou Sebba.
Exceção de qualidade
"Sempre tenho dito que o HGG é uma exceção no país, não apenas no Estado de Goiás. A qualidade do serviço oferecida aqui é diferenciada dos demais hospitais estaduais, de outras unidades do país, inclusive das unidades particulares”, complementou, lembrando que o hospital tem um Centro de Terapia Intensiva cujo padrão talvez nem outras unidades privadas dispõem, englobando a qualidade, do serviço, da equipe e dos equipamentos.
“A gente concorda que a produtividade possa estar ao máximo, que a Secretaria de Saúde possa cobrar o máximo possível desta unidade, desde que não haja uma perda na qualidade deste serviço, que é o que a gente mais preza, por ser um diferencial deste hospital”, finalizou.
Novas metas
O 10º aditivo do contrato celebrado entre o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) e a Secretaria de Estado da Saúde para a gestão do HGG estipulou novas metas para esta nova etapa da gestão, que são de produção, diretamente vinculadas à assistência. A explicação é do diretor técnico da unidade, médico Durval Pedroso. “Houve ampliação das metas de atendimento ambulatorial, com aumento das consultas multiprofissionais, consultas médicas e multiprofissionais, bem como a necessidade de um incremento nas cirurgias”, informou o diretor.
“Em função da característica do HGG unidade voltada à cirurgia eletiva de média e alta complexidade, foram compactuadas novas metas para serem atingidas, de forma a garantir ao usuário do SUS, uma maior capacidade de atendimento”, salientou Pedroso.
O diretor técnico destacou ainda que o hospital manteve sua certificação no nível ONA 3, mantém os quesitos de segurança e de atendimento, ou seja, tem produção com qualidade.
Participação de todos
Para o diretor, manter o nível de qualidade que o HGG depende de uma gestão clara, transparente, feita de forma envolvente com todos os colaboradores, que entendem seu papel fundamental dentro desse processo. “Desde a pessoa que está na recepção até o médico mais capacitado da unidade, todos estão inseridos no ciclo de responsabilidade. Quando isso acontece, é fácil de entregar à população. É uma gestão de qualidade, identificação das lideranças, participação dos usuários, na questão da gestão cidadã dentro do hospital. Nós podemos elogiar as equipes, podemos identificar as falhas para poder propor correções, essa é a forma. O segredo é trabalho duro, árduo, com envolvimento de todas as pessoas.”
O HGG passou a ser gerido pelo Idtech em março de 2012. No decorrer destes sete anos, a unidade é reconhecida como referência em atendimento de média e alta complexidade. De acordo com o diretor Administrativo do Hospital, Alessandro Purcino, a meta que era de 700 cirurgias, no mês passado foi ultrapassada com a realização de 707 procedimentos. Pelo ambulatório do HGG passam cerca de 19 mil pacientes por mês.
Purcino salientou ainda que a unidade é reconhecida pelo Ministério da Saúde (MS) e pelo Ministério da Educação (MEC) como hospital de ensino.