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CPI das Universidades

22 de Maio de 2019 às 13:04
Crédito: Sérgio Rocha
CPI das Universidades
Reunião da CPI das Universidades
Sob presidência do deputado Coronel Adailton, Comissão que apura possíveis irregularidades em instituições de ensino superior realizou mais uma oitiva nesta 4ª-feira, 22. Depoimento foi dado à CPI no Auditório Solon Amaral.

Mais uma oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga supostas irregularidades cometidas por instituições de ensino superior, foi realizada na manhã desta quarta-feira, 22, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa. A reunião foi conduzida pelo presidente da CPI, deputado Coronel Adailton (PP), e contou com a presença do relator, Talles Barreto (PSDB).

Apenas o depoimento do representante do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia), Lindomar Resende, foi colhido na ocasião. Também estava prevista uma sabatina do diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA) OAB-GO, Rafael Lara Martins, que foi transferida para o dia 5 de junho.

De acordo com Coronel Adailton, Lindomar Resende, que já havia prestado depoimento à CPI no dia 23 de maio de 2018, voltou a ser convocado para esclarecer questões pontuais e apresentar documentos necessários para o relatório final dos trabalhos. Mais uma vez, o depoente explicou como é a atuação do Sindicato, no que tange à capacitação educacional dos sindicalizados, e falou sobre os convênios firmados neste sentido.

Respondendo aos questionamentos dos parlamentares sobre às denúncias envolvendo o SindiGoiânia, quanto ao convênio com o Instituto Superior Cultural Brasileiro (ISCB), Lindomar Resende reafirmou que a relação não existe mais. Ele informou que, atualmente, os convênios estão sendo feitos com o Instituto de Pós-Graduação Hans Kelsen (IPGK) que, até o momento, se apresentou como uma instituição regular.

Lindomar Resende também disse à Comissão que a faculdade que chancelará os certificados do curso de Mestrado oferecido nesta parceria do SindiGoiânia com o IPGK é a ITS Flórida, uma instituição norte-americana. Ele disse, ainda, que o reconhecimento destes certificados será feito por algumas instituições de ensino brasileiras parceiras do IPGK, como a Universidade Católica de Brasília (UCB).

Finalização dos trabalhos

Conforme o presidente da CPI, a perspectiva é de que o relatório final dos trabalhos seja entregue no mês de junho, já que, segundo ele, apenas alguns pontos ressaltados no relatório preliminar (entregue pelo antigo relator, ex-deputado Simeyzon Silveira), precisam de maiores esclarecimentos.

O relator, Talles Barreto, reiterou que, após as apurações serem feitas, um relatório será encaminhado aos órgãos responsáveis para que providências sejam tomadas no intuito de impedir que os supostos crimes continuem sendo cometidos. A finalidade, segundo ele, é atuar em conjunto com os demais membros da CPI para que sejam banidas do Estado de Goiás as faculdades que não têm legitimidade e competência para se estabelecer no ensino.

A penúltima etapa de oitivas será realizada no dia 29 de maio, também no Auditório Solon Amaral. Às 9 horas, quem depõe é o diretor do Instituto Superior Cultural Brasileiro (ISCB), Gilmar Matias de Sousa. Logo após, às 10h30, será a vez do diretor da Faculdade do Norte Goiano (FNG), Alex Fernandes Silva Almeida, falar aos membros da Comissão.

A CPI das Universidades também tem como membros titulares os deputados Charles Bento (PRTB), que é vice-presidente, Tião Caroço (PSDB), Lucas Calil (PSD) e Henrique César (PSC). Já a suplência é ocupada por Lêda Borges (PSDB), Vinícius Cirqueira (Pros), Delegada Adriana Accorsi (PT) e Amilton Filho (SD).

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