UEG em debate
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte realizou na tarde desta segunda-feira, 27, uma audiência pública para debater a atual situação da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O encontro contou com a presença do reitor da universidade, Ivano Devilla, e de diversos parlamentares.
A discussão foi mediada pelo presidente da comissão, deputado Talles Barreto (PSDB). Depois de fazer uma breve apresentação, o reitor da UEG respondeu aos questionamentos dos parlamentares.
Na ocasião, Ivano pediu ajuda aos deputados com apoio ao projeto de reestruturação da UEG, com a destinação de emendas parlamentares para a universidade e apoio para que o orçamento de 2020 para a UEG seja maior do que está previsto.
A reestruturação da universidade foi o tema que dominou as discussões, já que ela que pode resultar em fechamentos de cursos em algumas cidades do interior do estado.
“Tenho muita preocupação de que esse novo ciclo se transforme em retrocesso. Lamentavelmente, nossas emendas para a Educação foram todas cortadas. Como vamos colocar emendas para a UEG se elas foram cortadas pelo governador? Nós podemos chegar nessas cidades e afirmar que os cursos não serão fechados?", indagou Tião Caroço (PSDB).
O reitor, então, garantiu que nenhum campus será fechado, mas que algumas mudanças devem acontecer. “Eu acredito que isso tudo vai ser discutido nessa proposta de reestruturação, como que vai ser a presença da UEG nessas cidades. Os campus que estão em funcionamento nenhum será fechado. O que é discutido é como a UEG estará presente. Se continuará com curso presencial, se será curso à distância ou alguma outra modalidade”, respondeu.
De acordo com Ivano, o estudo de reestruturação deve ser finalizado em julho, mas nenhuma mudança deve acontecer antes de agosto, que haverá eleição para a reitoria da UEG.
Os deputados Wagner Neto (Patriotas), Lêda Borges (PSDB) e Helio de Sousa (PSDB) também se mostraram preocupados com as mudanças que serão implantadas. Já o deputado Cairo Salim (Pros) defendeu que a universidade passe por um redesenho. “Sou a favor do redesenho, da reestruturação e adequação para a nossa realidade orçamentária. Precisamos nos adequar ao que é possível fazer hoje. Não adianta nada termos 100 mil advogados passando fome. Ensino superior não é garantia de nada, precisamos fortalecer o ensino técnico”, defendeu.
O deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania) perguntou se a universidade tem recebido normalmente do Executivo o repasse mensal mínimo de 2% estabelecido em Constituição, o que foi confirmado pelo reitor. Ivano garantiu que os recursos têm sido repassados sem atraso.
Já o deputado Talles Barreto quis saber sobre as dívidas da universidade e foi informado de que a UEG tem, atualmente, saldo negativo de restos a pagar de exercícios anteriores, na ordem de R$ 18 milhões.