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Reitor do IFG defende investimento em institutos

28 de Maio de 2019 às 10:24

O reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Jerônimo Rodrigues, também falou na audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades. Ele apresentou números dos Institutos Federais tanto em alcance nacional quando do estado de Goiás.

O reitor começou falando sobre os cortes na Educação. “Essa ação inicial trata desse assunto que alguns entendem como contingenciamento e outros como corte, mas independentemente do nome, ela está prejudicando nossas instituições de ensino”, afirmou.

Em seguida ele apresentou números de expansão dos IFs ao longo dos anos.  Em nível federal desde 2016 existem 644 unidades, nove Polos de Inovação, 526 programas de pós-graduação e 1 milhão de matriculas. “Esses números poderiam ser melhores, mas por questões orçamentárias isso não é possível. Para o atendimento das necessidades o valor é maior que o que é ofertado e a partir de 2015 as linhas começam a se distanciar com déficits bastante significativos. Vários campi ainda precisam de investimento para melhor atender a comunidade estudantil e melhorar o número de alunos.”

Em Goiás

O Instituto Federal de Goiás tem 14 campi, a maioria em regiões metropolitanas e Entorno de Brasília, contando com 227 cursos. “Saímos de mais de 200 milhões de reais de investimento para apenas 2 milhões de reais e, neste ano, apenas foram liberados 10% desse valor, o que nos deixa sem ter condições de gerir os institutos. No ministério o discurso é fazer ajustes, entretanto, todos os ajustes que podiam ser feitos já foram feitos. Então quando falamos que os institutos podem ser fechados isso é verídico. Com o contingenciamento, não conseguimos cobrir nem os contratos de limpeza", disse o reitor Jerônimo Rodrigues. 

O reitor também frisou que não há necessidade de o Ministério da Educação buscar fora do país modelos de instituições de ensino tecnológico porque os institutos federais são apropriados para o Brasil. “O modelo dos IFs é um modelo próprio para o país, que atende o interior. Nós precisamos que os parlamentares e a população estejam conosco”, disse.

A audiência discute o impacto do corte orçamentário nas Universidades e Institutos Federais e está em andamento na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira, 28.

 

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