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Lêda Borges critica Operação Decantação do MPF que foi agora rejeitada pela Justiça Federal

28 de Maio de 2019 às 15:18

A deputada Lêda Borges (PSDB) subiu à tribuna durante o Pequeno Expediente da sessão ordinária desta terça-feira, 28, para criticar a Operação Decantação deflagrada pelo Ministério Público Federal em 2016.

A parlamentar lembrou que a operação, que investigava supostas irregularidades no âmbito da Saneago, foi deflagrada às vésperas de uma eleição estadual e que ganhou grande destaque por parte da mídia.

“Foram 38 pessoas envolvidas nessa denúncia, sendo que 15 delas foram presas. Foram cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, quebrou sigilos bancários, telefônicos, fiscais. Àquela época, nós tivemos o suicídio de um engenheiro da Saneago e hoje temos 10 funcionários dessa autarquia com quadro de depressão por causa dessas denúncias”, destacou.

Ao ler trecho da decisão judicial expedida no último dia 24, a deputada questionou os interesses da operação. “Me chamou a atenção quando li o seguinte trecho da decisão do juiz federal Rafael Ângelo: ‘Chamo a atenção o fato de que o MPF, em que pese haver apresentado peça extremamente longa e complexa, composta de nada menos 184 laudas frente e verso, não se desincumbiu da tarefa de comprovar o fato criminoso com relação a cada um dos acusados’. Temos que ampliar o debate dessas ações midiáticas no Brasil praticadas tanto pela PF quanto pelo MPF. Quem vai pagar a morte desse funcionário? O prejuízo da depressão de mais 10 funcionários?”, questionou.

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