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Delegada Adriana Accorsi defende projeto que proíbe pulverização aérea de agrotóxicos

28 de Maio de 2019 às 16:39

Durante debates da Ordem do Dia, a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) defendeu a aprovação de projeto de lei de sua autoria, que dispõe sobre a proibição de pulverização aérea de agrotóxicos na agricultura do Estado. A matéria, constante do processo n° 867/19, recebeu parecer contrário do relator Paulo Trabalho (PSL) na Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo.

“Reconheço a importância do agronegócio para a economia goiana e tem respeito pelos produtores rurais, mas gostaria de defender o projeto que apresentei. Nosso país tem sofrido com casos recorrentes de intoxicação por agrotóxicos. Recentemente, 169 novos agrotóxicos tiveram seu uso liberados, embora alguns fossem proibidos em outros países. A União Europeia proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos, os quais até 20% podem ser espalhados para outras áreas”, afirmou a petista.

A deputada lembrou de incidente ocorrido na Escola Municipal Rural São José do Pontal, em Rio Verde, onde uma pulverização aérea de agrotóxicos resultou na contaminação e internação de 45 crianças e professores. De acordo com ela, os agrotóxicos são muito potentes e tem, inclusive, dizimado as abelhas em Goiás.

“A pulverização aérea de agrotóxicos tem resultado ainda na morte massiva de abelhas, cuja vida é um indicador importante da saúde ambiental de uma determinada região. Os agrotóxicos atingem mananciais, cidades e escolas. Podem ser cancerígenos e causar danos graves”, afirmou Adriana Accorsi.

Durante o debate, a deputada concedeu aparte aos deputados Gustavo Sebba (PSDB) e Tião Caroço (PSDB). O primeiro sugeriu que a matéria fosse arquivada por ora e que a fiscalização sobre a aplicação de pulverização aérea fosse aumentada. O segundo parlamentar disse que o agronegócio representa uma fatia importante da economia goiana.

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