Com parecer contrário ao projeto de Accorsi, Paulo Trabalho defende utilização da pulverização agrícola aérea
O deputado Paulo Trabalho (PSL) ocupou a tribuna, na tarde desta terça-feira, 28, para argumentar sobre o parecer contrário atribuído ao projeto n° 0867/19 de autoria da deputada Adriana Accorsi (PT). A proposta em questão, segundo Trabalho, impõe a proibição da pulverização agrícola aérea no Estado de Goiás. Ele, que foi relator da matéria, optou pela rejeição da matéria.
Em justificativa, Paulo Trabalho disse entender a preocupação da parlamentar em relação aos defensivos agrícolas, “mas o impacto que essa proibição pode causar é sem tamanho”, considerou. Para ele, a economia poderia ser fortemente impactada caso o projeto fosse aprovado. “Temos culturas em que somente é possível fazer o tratamento adequado por meio da aplicação dos defensivos via aeronaves. É o caso da cana de açúcar quando já se encontra em um porte elevado, o caso do milho quando já está penduando, além da banana, soja e outras plantações”, ressaltou.
O parlamentar explicou, em seguida, que o uso das aeronaves evita, ainda, o “desperdício e esmagamento daquilo que já está plantado e próximo da colheita”. “Sem contar o impacto na geração de emprego e renda. Diversas pessoas vão ficar desempregadas e precisarão migrar para outros Estados engrossando a fila do desemprego”, acrescentou. Para ele, o produtor também seria prejudicado caso a proposta fosse aprovada. “Os aviões não servem para transporte de passageiros, então não seriam úteis para atender outras demandas. Seria uma grande irresponsabilidade desta Casa aprovar este projeto”.
Trabalho reiterou que entende a preocupação da deputada, mas lembrou: “O Japão consome oito vezes mais defensivos agrícolas que o Brasil e mesmo assim continuam liderando os índices de longevidade. Ou seja, não há nenhuma ligação direta do uso do defensivo com o encurtamento da vida”. E disse, por fim, concordar com os critérios em relação ao sobrevoo em perímetros urbanos.
“Não podemos manobrar um avião respingando veneno por cima de uma cidade ou povoado. Os critérios para a Lei da pulverização são muito bem-vindos, mas proibir essa prática é algo irresponsável. Hoje, os produtores são conscientes e não utilizam mais aqueles velhos produtos agressivos”, destacou.
Também argumentaram pela não aprovação do projeto de Adriana Accorsi, os deputados Gustavo Sebba (PSDB), Helio de Sousa (PSDB) e Amauri Ribeiro (PRP).