Coordenadora técnica do Dieese afirma que texto da Previdência deve ser revisado
A coordenadora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de Goiás e economista Leila Brito afirmou que vários debates estão sendo feitos no departamento e eles perceberam que o assunto é extremamente complexo, com o agravante de que poucos têm desconhecimento sobre a proposta e seu impacto na sociedade.
Leila mostrou uma série de dados que, segundo ela, mostram que a reforma vai dificultar a vida das pessoas que são mais frágeis no mercado de trabalho. ‘‘Nós vamos ter menos acesso a aposentadoria, isso foi comprovado no Chile, na Argentina. A abrangência vai diminuir consideravelmente e os benefícios serão menores. Dizer que a reforma da Previdência vai fazer a economia crescer é falacioso, já que o consumo das famílias vai diminuir e não vai melhorar a situação fiscal do país. Será um período de transição com regras mais severas, que vai ser substituído por um regime de capitalização.’’
A coordenadora destacou ainda que as pesquisas mostram que a população brasileira não está na faixa que compromete a Previdência e que esse comprometimento só vai acontecer daqui a 40 anos. ‘‘As precauções precisam ser tomadas, mas o texto deve ser revisado, para que os menos favorecidos não sejam ainda mais prejudicados’.’
A audiência é uma iniciativa conjunta do deputado estadual Karlos Cabral e da deputada federal Flávia Morais, ambos do PDT, e está ocorrendo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na manhã desta segunda-feira, 3.