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CPI da Enel

26 de Setembro de 2019 às 16:55
Crédito: Foto Y. Maeda
CPI da Enel
CPI da Enel ouve diretor da empresa, Humberto Eustáquio
Colegiado ouviu, nesta 5ª-feira, representantes da empresa de energia e votou requerimento cancelando oitiva do ex-governador Marconi Perillo. Sessão foi comandada pelo presidente, deputado Henrique Arantes.

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) sediou na manhã desta quinta-feira, 26, mais uma reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades no fornecimento de energia elétrica por parte da empresa Enel. O encontro teve lugar no auditório Solon Amaral. Fizeram parte da mesa de trabalhos além do presidente da CPI, Henrique Arantes (sem partido), e do relator, Cairo Salim (Pros), o advogado da Enel, Lúcio Flávio, e o representante da empresa, Humberto Eustáquio.    

Na sessão foram ouvidos o diretor de Relações Institucionais da empresa, Humberto Eustáquio, o advogado da Enel, Lúcio Flavio, e o representante do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético de Goiás, empresário Cristianderson Ribeiro. Durante o encontro muito se debateu sobre as reclamações de investidores interessados em aplicar recursos em empreendimentos de energias renováveis.

Na reunião, os parlamentares votaram o cancelamento da oitiva do ex-governador Marconi Perillo que estava previamente marcada para o dia 10 ou 11 de outubro.  O requerimento foi apresentado por Henrique Arantes que justificou não ver mais motivos para o depoimento dele, uma vez que não foram encontradas falhas nem na venda nem na federalização da Celg D, privatizada quando Marconi era governador.

Os deputados aprovaram também a solicitação feita à Enel por representantes do Residencial Vale dos Sonhos, em Goiânia. O presidente Henrique Arantes informou ainda que a CPI viajará a Minas Gerais, em uma audiência pública na Assembleia Legislativa daquele estado. Arantes apresentou uma demanda da Rádio Vale do Araguaia (104 FM). De acordo com ele, o veículo de comunicação solicita informações a fim de ampliar a capacidade dos seus transmissores.

Em seguida, Arantes cedeu a palavra ao relator Cairo Salim que faz uma breve avaliação dos trabalhos da comissão. Ele também se mostrou satisfeito com os resultados das audiências e oitivas. “Estamos aqui também para ouvir e fazer mediação entre Enel e quem está investindo nesta área, para que o representante do setor possa repassar as principais dificuldades para a implantação em Goiás”, informou Cairo.

Vale dos Sonhos

O ex-vereador Mauricio Beraldo falou sobre o problema de energia no setor Vale dos Sonhos, em Goiânia. Beraldo entregou aos representantes da Enel uma solicitação pedindo para que seja tirado um embargo, feito pela Celg, no Vale dos Sonhos, que é um polo moveleiro.

“Para o povo pobre da nossa cidade a fiação é da década passada, existe muita queda de energia e a velocidade em cobrar a energia não é a mesma para resolver os problemas. Há uma expectativa que a Enel venha com uma mentalidade europeia para melhorar a qualidade da nossa energia, a população deposita essa esperança na empresa”, afirmou.

Em contrapartida, o advogado da Enel, Lúcio Flávio, explicou, a partir do ponto de vista jurídico, sobre o caso apresentado pelo ex-vereador Maurício Beraldo, representante do Residencial Vale dos Sonhos. Disse vai receber os requerimentos e depois dará a resposta formal.

Setor Energético

Ao usar a palavra, o empresário da área de implantação de projetos de energia limpa, Cristianderson Ribeiro, representante do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético de Goiás, disse que há “muitos problemas pelos quais empresas e clientes tem passado, principalmente por causa da forma de atendimento oferecida pela empresa fornecedora de energia em Goiás, a italiana Enel”.

Ele explicou que os clientes não têm conseguido respostas para a implantação de projetos de captação de energia solar, por meio de placas fotovoltaicas. “Falta uma pessoa para nos atender e passar posicionamento sobre as autorizações”, reclama.

Lúcio Flávio ainda respondeu ao defensor público Thiago Bicalho – que também estava presente na reunião - sobre as dificuldades de comunicação entre a empresa e os clientes. “Já tenho levado as reclamações à alta direção em relação ao atendimento. Acredito ser uma diferença cultural. O goiano gosta de conversar olho no olho”, sustentou.

Ele ainda afirmou que a concessionária tem se empenhado em prestar um bom serviço à população goiana. “A Enel tem sido responsável por problemas que herdou, com uma década de defasagem”, defendeu. “A empresa tem corrido com os investimentos para melhorar o serviço. Temos dados respostas às reclamações e cumprido a legislação à qual estamos submetidos”, completou Lúcio Flávio.

O diretor de Relações Institucionais da Enel, Humberto Eustáquio, também respondeu aos questionamentos levantados. Eustáquio falou sobre a intenção de melhoria da Enel em relação aos indicadores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo ele, a tarifa cobrada pela empresa não é alta em relação ao restante do país. “A Enel tem buscado a melhoria dos indicadores de abastecimento de energia elétrica. A tarifa da Enel está no meio do extrato de todas as empresas do país.”

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