Na tribuna, Amauri Ribeiro condena fundo eleitoral e exigências feitas pela Enel
Nesta quinta-feira, durante o Pequeno Expediente, o deputado Amauri Ribeiro (Patriota) expressou sua indignação perante a elevação do fundo eleitoral aprovado pela Câmara dos Deputados e pela falta de divulgação da exigência de recadastramento dos produtores rurais na empresa de energia elétrica Enel.
Segundo o parlamentar, antes, o fundo eleitoral era de R$ 1,7 bilhão, e foi elevado para R$ 2,54 bilhões, para bancar campanhas de prefeitos e vereadores em 2020. De acordo com o portal da Agência Brasil, a primeira versão do projeto foi aprovada pelos deputados no início de setembro, mas obteve repercussão negativa. Por isso, ao ser encaminhada para o Senado, este acabou por determinar a necessidade da criação de um fundo eleitoral, sem especificar valores. Ao retornar à Câmara, os deputados excluíram alguns pontos da matéria, mas mantiveram outros que também criaram polêmica. Após a aprovação desta propositura (5029/19), na Câmara, o presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) tem até 4 de outubro para vetar ou sancionar a medida.
“Isso é vergonhoso. A Câmara aprovou e jogou no colo do presidente. Olhe a situação em que colocaram ele: se ele vetar, vai criar uma indisposição dentro da Câmara, órgão ao qual ele depende e precisa. Se sancionar, a indisposição vai ser com a própria população, que é contrária a essa atitude. A aprovação desse projeto, na Câmara, foi mais um tapa na cara do cidadão e dos próprios políticos de bem desse país. Convenhamos, dinheiro público para bancar campanha política é uma vergonha. Quantas creches, hospitais e escolas poderiam ser construídas com todo esse dinheiro?”, questionou Amauri.
Para finalizar seu discurso, o deputado do Patriota disse que a Enel está exigindo que os produtores rurais refaçam o recadastramento, mas que há reclama sobre a falta de divulgação dessa medida. Segundo ele, caso esse recadastro não seja realizado, os descontos concedidos a produtores rurais, que variam entre 10% a 40%, serão perdidos. “O problema não é o recadastramento em si, é o fato da exigência desse recadastramento não ser divulgada! Se você olhar seu talão de energia, estará explícita, em letras minúsculas, que ninguém lê, na parte de baixo, essa necessidade. Entretanto, não há divulgação na mídia. Isso é o golpe que algumas empresas dão: emitem contratos que, ao final, contém escrito em letras bem pequenas, algo que nos prejudica”, afirmou.