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Fórum Energético

27 de Setembro de 2019 às 11:58
Crédito: Carlos Costa
Fórum Energético
24ª reunião do Setor Energético
Comandado pelo deputado Virmondes Cruvinel, a 24ª Reunião do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético, nesta 6ª-feira, 27, abriu espaço para tratar de financiamento e legislação, entre outros temas.

Ao se pronunciar durante a 24ª Reunião Ordinária do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético de Goiás, o presdiente desse colegiado e da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), ressaltou que o intuito do encontro era dar sequência ao diálogo com o Estado, representantes do setor produtivo, setor público e entidades. O encontro teve lugar na Casa da Indústria, sede da Federação da Indústria de Goiás (Fieg), na manhã desta sexta-feira, 27.

Além do deputado presidente do Fórum, a mesa foi composta pelo presidente da Fieg, Sandro Mabel; subsecretário de Desenvolvimento e Inovação Everton Chaves, representante do titular da Pasta, Adriano Rocha Lima; diretora presidente da Central de Abastecimentos de Goiás (Ceasa), Vanuza Valadares; diretor de Operações da Goiás Fomento, Fernando Freitas; presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Fieg (Coinfra), Célio Eustáquio de Moura; e presidente do Comitê de Silvicultura do CTA/Fieg, Marduk Duarte.

Virmondes afirmou ainda a importância da participação dos integrantes do fórum com sugestões a fim de encontrar soluções para as demandas de Goiás em relação à energia. “Precisamos de vocês para encaminhar as necessidades”, reiterou.

O parlamentar frisou a importância da participação do Banco do Povo, representado durante o evento, e da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação na pauta de energia. Na oportunidade, cobrou dos representantes do governo para que, no mês de outubro, encaminhem pauta de energias renováveis para o Legislativo. Ao complementar, Virmondes reiterou também a importância da discussão em relação a todas as fontes como biomassa e PCHs, além da fotovoltaica.

Cenário de mudanças

Everton Chaves, subsecretário de Energias e Assuntos Metropolitanos da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação do Estado de Goiás, apontou o cenário de mudanças na Europa: “Não demora para chegar aqui”, alertou. Ele salientou o alto valor das taxas de Fundo Constitucional do Centyro-Oeste (FCO) e disse que é preciso rever essa situação. Também ressaltou a importância de investimentos em linhas de transmissão para atender a demanda de Goiás. O subsecretário ainda lembrou o porcentual de propriedades rurais que não possuem atendimento com energia elétrica.

O subsecretário sugeriu a importância de se criar um fundo garantidor para energias renováveis. Além disso, Chaves pontuou o destaque de Goiás, como o segundo com maior potencial solar, como estado voltado à inovação, além de acrescentar o interesse do Governo estadual de trabalhar em conjunto com o legislativo.

Chaves também abordou a isenção de ICMS para a energia elétrica. O subsecretário demonstrou que com a redução, haveria aumento no consumo. “Hoje, não teria condições de atender à demanda”, explicou.

O presidente do Coinfra, além de ressaltar a importância do fórum e o apoio da federação ao trabalho por ele realizado, afirmou que a Fieg visa contribuir com o setor. “Esperamos que o resultado, ao fim de cada ano, seja efetivo”, pontuou.

O diretor de Operações da Goiás Fomento, Fernando Freitas, apresentou as linhas de crédito que são disponibilizadas para os empreendedores adotarem o uso de energia fotovoltaica, com taxas que podem chegar a 1,3% ao mês. O Banco do Brasil, Sicoob/Engecred e Sicred também apresentaram valores, prazos e taxas, que de acordo com a coordenadora Executiva do Fórum Energético, Danúsia Arantes, serão compilados e encaminhados aos membros participantes do debate.  

Vanuza, além de considerar a importância do Fórum Permanente, ressaltou que em função da demanda da Ceasa por energia, também tem buscado alternativas para redução dos custos. “Precisamos melhorar a competitividade e por isso, buscamos melhor custo-benefício”, salientou.

No decorrer do encontro, os participantes apresentaram dados que demonstram o potencial de Goiás na geração de energia, com abordagem sobre o tema legislação. Danúsia anunciou a visita que será realizada a Minas Gerais, a fim de buscar subsídios para formatar a legislação em Goiás, principalmente no que se refere ao incentivo para geração distribuída de energia. Ressaltou, ainda, a importância de considerar variáreis, além da atuação política. “O deputado Virmondes está inteirado. Mas o Governo também precisa participar de modo ativo”, disse.

Danusia também defende a desburocratização para implantação de energia solar, revisão do licenciamento para quem faz cogeração.

Ao término do encontro, o presidente do fórum já agendou a próxima reunião ordinária tem para 30 de novembro, na sede da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento da Indústria (Adial), além de solicitar agendamento para realização de duas visitas técnicas do Fórum até o final deste ano.  

Senai de automação

Durante o Fórum, o representante do Instituto de Tecnologia e Automação do Senai, Paulo Takao divulgou o trabalho oferecido pela entidade nas áreas de eficiência, gestão e chamadas públicas, na área energética.

“Desenvolvido junto a Furnas estamos trabalhando em um projeto para armazenamento de energia, em conjunto com universidades, para construir usina em solo de 800KW e uma usina flutuante”, informou. “O armazenamento será feito sob forma de hidrogênio. Estamos trazendo equipamentos da Alemanha e Estado Unidos, para esta planta, que é voltada à pesquisa”, disse.

Paulo exemplificou ainda sobre o Programa de Eficiência Energética (PEE), implantado em uma fazenda no município de Inhumas. “Além do desenvolvimento de produtos inovadores, como é o caso de mini usina eólica, desenvolvida para atender à solicitação de uma empresa. Conseguimos desenvolver o protótipo”, comemorou o resultado.

Além disso, o instituto também trabalhou no desenvolvimento com células fotovoltaicas. “Os produtos já podem ser colocados no mercado. Na área interna do Senai, uma área de recarga de bicicletas elétricas. O primeiro passo é implantar a eficiência energética nas empresas”, orientou. Paulo explicou que muitos projetos são viabilizados por meio de parceria com o Sebrae-Tec, como agente financiador da consultoria do Instituto Senai.

II Seminário Internacional

Com apoio do Fórum Energético, os professores Danúsia Arantes Ferreira e Marcelo Tete apresentaram o II Seminário Internacional de Energias Renováveis do Estado de Goiás, voltada para as áreas de bioenergia, energia solar e mobilidade elétrica, mas também voltadas às outras as fontes de energia, nos dias 12 e 13 de novembro, na unidade da UEG, em Pirenópolis, com expectativa de pública de 150 pessoas. A iniciativa conta com apoio da Fapeg e da UEG. “A realização desta edição do projeto é essencial para criar estrutura para a realização dos próximos seminários”, salientou Danúsia.

Marcelo ressaltou a importância do evento que tem como motivação a infraestrutura de geração e consumo de energia, a fim de transformar Goiás em um hub de inovação em energia renovável. “Para alcançar tal objetivo, precisamos aprender e a colaborar”, salientou.

Com representantes da União europeia, o evento será divido em painéis, com participação daquele continente, a fim de sairmos do evento com uma agenda de tarefas a serem conduzidas. O evento irá apresentar cases de inovação, investimentos, além de explorar oportunidades do setor elétrico de Goiás com organizações locais e internacionais.

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