CPI das Obras Paradas
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras Paradas, se reuniram nesta tarde, no auditório Solon Amaral desta Casa de Leis, para colocar em votação um requerimento que prorroga a duração da CPI por mais 60 dias. Sob o comando do deputado Amauri Ribeiro (Patriota) que preside a CPI, os deputados Paulo Trabalho (PSL) e Rubens Marques (PROS) aprovaram o requerimento.
Na sequência Amauri Ribeiro justificou o motivo da prorrogação aos presentes “a CPI não anda porque não estamos tendo acesso às informações necessárias solicitadas a alguns órgãos do governo e aos 246 municípios goianos”. Segundo ele, apenas 107 prefeitos enviaram relatório das obras paradas em suas cidades. “Até agora, temos números oficiais de obras paradas em 98 municípios, sem contar as 273 informadas pela Agehab, Seduce e Goiás na Frente”, relatou.
De acordo com o levantamento feito até o momento pelo colegiado pelo menos 21 das 50 escolas “século 21” estão paradas, algumas há mais de sete anos. Além disso, há indícios de superfaturamento e irregularidades no processo de construção de malha viária. “Eu já vi a Agetop anunciar obras de construção asfáltica e praticar o recapeamento na via. Ou seja, compra um serviço, mas faz o meio boca, mais barato e qualidade inferior”, denunciou o presidente da CPI.
Ao final, o deputado Paulo Trabalho (PSL), lembrou que a GO-118, que liga o município de Posse à Guarani foi licitada na gestão do ex-governador José Eliton (PSDB) por uma bagatela de R$ 60 milhões. “O asfalto só chegou até a porta da fazenda dele, a outra metade da obra está parada há mais de ano. Isso precisa ser investigado”, finalizou.