Deputados utilizam horário da discussão de matérias para debater diversos temas
O atraso no pagamento do Programa Pão e Leite foi tema do discurso da deputada Lêda Borges (PSDB) durante a Ordem do Dia da sessão ordinária desta quarta-feira, 2. A parlamentar citou matérias recentes divulgadas pela imprensa que mostram que entidades conveniadas não recebem o recurso desde o mês de abril.
Lêda criticou a entrevista do secretário de Desenvolvimento Social, Marcos Cabral, e disse que o titular da Pasta fez acusações levianas e graves aos ex-secretários ao afirmar que nos últimos 20 anos as entidades beneficiadas eram escolhidas por questões políticas. A parlamentar, que já esteve no comando da Pasta, lembrou grandes nomes que também estiveram à frente da secretaria no período mencionado como Honor Cruvinel, Flávia Morais e Henrique Arantes.
“Isso não é verdade secretário, eu desafio o senhor como ex-secretária da Pasta. Aliás, o ultimo secretário, o Murilo, é indicado da Lúcia Vânia que hoje faz parte do governo Caiado. Pode abrir quantos PADs o senhor quiser. Eu tenho todas as minhas contas aprovadas. Todas as contas do programa Pão e Leite e Água e Energia foram julgadas e aprovadas até o ano de 2017”, declarou.
O deputado Major Araújo (PSL) homenageou sargento Rinaldo da Polícia Militar pelo que, nesta semana, evitou assalto em um hospital da cidade. De acordo com Major Araújo, o militar estava de folga e, mesmo assim, entrou em ação quando ficou sabendo do fato, efetuando a prisão em flagrante de três marginais.
Major Araújo aproveitou para defender o porte de armas, que em sua opinião contribuiria para diminuir os índices de violência. “Todos nós brasileiros deveríamos ter acesso às armas. Espero que as autoridades reflitam sobre exemplos como este do sargento Rinaldo. Temos violência exagerada no nosso Estado e no nosso País. Ninguém aguenta mais”, salientou.
O deputado Delegado Humberto Teófilo (PSL) disse que o fundo para a Segurança Pública irá garantir autonomia para que o policial possa trabalhar com independência. Ele ressaltou, ainda, que o fundo poderá ser utilizado para a construção de e reforma de delegacias em todo o estado de Goiás.
“O que percebemos em várias unidades policiais, citando Inhumas, é uma delegacia com estrutura precária, imóvel alugado pela prefeitura, e podemos dizer que se a prefeitura decidir retomar o imóvel, os policiais civis vão atender na rua. É uma situação constrangedora”, alertou.
Ele criticou ainda a Lei de Abuso de Autoridade, que já vem, segundo ele, tomando proporções e causando impacto em decisões judiciais. “Uma das decisões tomadas por uma juíza, em Pernambuco, revogou a prisão de 12 acusados, com a justificativa que está evitando acusações de excessos”, lamentou.